Justiça de Teodoro Sampaio decreta prisão preventiva de 26 envolvidos na operação Desvio Certo

Quadrilha é acusada de simular roubos a caminhões e a atuava nos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina

Da Redação


A Justiça de Teodoro Sampaio (SP), cidade distante 150 quilômetros de Nova Andradina, acatou pedido do MPE (Ministério Público Estadual) e decretou a prisão preventiva de 26 pessoas envolvidas na operação Desvio Certo e uma medida cautelar. A ação foi deflagrada pela Polícia Civil no início de fevereiro e investiga uma quadrilha acusada de simular roubos a caminhões com a ajuda dos motoristas. 

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Foram decretadas as prisões preventivas de Sidemar Luiz Tonet, Gerson Luiz Trento, Diego Alan Sagaz, Marcos Eliandro Camargo, Edenilson Novaes, Alcimar Rocha Rodrigues, Marcos Vahl, Eduardo Muller, Arilvo Antonio Tonet, Alberto Alves de Andrade Neto, Márcio José da Gama, Lindomar da Silva, Carlos Eduardo Oliveira, Jhon Leno Norbach da Silva, Lucivan Jaci Hathke, Luiz Henrique dos Sandos, Deyvidi Rafael Bonmigo, Fernando Marcos Cunha e Joivaldo Troise.

A pedido do Ministério Público Estadual, também foram decretadas as prisões preventivas dos seguintes acusados: Borges da Silva, Paulo Cesar da Silva Ferreira, Sidney Lopes de Almeida, Maicou da Silva Oliveira, Gilvani Godres, Paulo Vandre da Silva, Willian Klaus da Silva e Wanderlei Emanuel Peforetti. Dos 26 citados, apenas Wanderlei Emanuel e John Leno ainda são procurados. 

Delegacia de Polícia Civil de Teodoro Sampaio (SP) foi a responsável pelas investigações – Foto: Jornal da Nova

Desvio Certo 
A operação Desvio Certo investiga crimes de furto qualificado pelo concurso de pessoas, associação criminosa, comunicação falsa de crimes, lavagem de bens, direitos e valores, e receptação. Motoristas de transportadoras – integrados no esquema –, tiravam fotos de notas fiscais de mercadorias que transportavam e enviavam por WhatsApp aos responsáveis da quadrilha. Estes, por sua vez, faziam o anúncio das mercadorias que deveriam ser subtraídas.

Segundo a investigação, em determinado momento da viagem, o motorista descarregava a mercadoria, entregando-a para a quadrilha, para guarda e negociação. Posteriormente, o motorista se dirigia até uma delegacia de polícia e fazia uma falsa comunicação de crime, alegando roubo de carga. Esse esquema se repetiu por diversas vezes, sendo registrados vários boletins de ocorrência.

Conclusão do inquérito com quase quatro mil páginas foi encaminhada nesta quarta-feira (14) ao Fórum da Comarca de Teodoro Sampaio (SP) - Foto: PC-SP/Divulgação

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