Bancários rejeitam proposta e devem entrar em greve

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A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-Cut) considerou insuficiente a nova proposta de reajuste salarial feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), neste sábado, e vai recomendar que os profissionais do setor rejeitem os termos oferecidos pela federação em assembleias que irão ocorrer na próxima segunda-feira (29). Dessa forma, a esperada greve dos bancos teria início no dia seguinte, 30 de setembro.

Na oitava rodada de negociação, a Fenaban elevou de 7% para 7,35% a proposta de reajuste salarial e de 7,5% para 8% o aumento do piso da categoria, o que significa um aumento acima da inflação de, respectivamente, 0,94% e 1,55%.

"Essa proposta precisa melhorar frente aos lucros dos bancos. Ela continua sendo insuficiente, não somente na parte econômica, mas também porque não traz nada sobre garantia de emprego, combate às metas abusivas e ao assédio moral, segurança bancária e igualdade. Mais uma vez deixamos claro na mesa de negociação de que não faremos acordo sem que sejam contempladas soluções para as metas e o assédio", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Diante disso, o Comando mantém o calendário aprovado anteriormente e a greve por tempo indeterminado a partir da terça-feira 30 aprovadas pelas assembleias do dia 19.

"Nós bancários sabemos que nossa força é a unidade nacional e a nossa capacidade de mobilização. Agora é hora de estreitar essa unidade e intensificar a mobilização, de lotarmos as assembleias da segunda-feira e fazermos uma grande greve para pressionar os bancos a apresentarem uma nova proposta que contemple nossas reivindicações", acrescenta Cordeiro.

O Comando Nacional também orienta os sindicatos a reforçarem a realização das manifestações em frente à sede e às representações do Banco Central em todo o país na próxima quinta-feira, dia 2 de outubro, para protestar contra as propostas de independência do BC e para defender o fortalecimento do papel dos bancos públicos.

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