Economia & Negócios / Agronegócios
Clima seco é propício para eliminar parasitas no rebanho
Flávio Cardoso de Brito, com Agroquimia
O mercado de carnes e leite está cada vez mais exigente quanto à qualidade, primando por produtos saudáveis e sem resíduos químicos. Especialistas garantem que é necessário que o manejo do gado tenha um programa bem estruturado de profilaxia para evitar o aparecimento de doenças que, além de causarem perdas econômicas, desqualificam o produto.
Segundo a Embrapa Gado de Leite, um animal parasitado por vermes, por exemplo, chega a perder cerca de 250 ml de sangue diariamente, levando a anemia. Os vermes intestinais provocam diarreias, o que causa desidratação, fraqueza e perda de peso, vermes nos pulmões desencadeiam pneumonia ou algumas enfermidades com impacto direto no abate, pois quando encontrada na carne é descontado do pecuarista do valor que seria pago pelo animal.
Para o médico veterinário do Clarion Biociências, laboratório da Agroquima, Ricardo Takafashi, os animais parasitados apresentam baixo desempenho produtivo, e podem registrar redução anual no ganho de peso em 30 quilos na média, podendo a perda variar de 18 quilos a 45 quilos.
Em função das condições climáticas, o rebanho brasileiro, em sua grande maioria, inclusive o goiano, sofre com a infestação parasitária durante todo o ano e mais intensamente neste período da seca, pois os vermes necessitam de umidade para se desenvolverem no ambiente externo.
“Como no período da seca não temos ambiente propício para eles se desenvolverem fora do animal os vermes permanecem no mesmo”, diz.
Takafashi explica que a utilização de vermífugos é extremamente eficaz na eliminação e controle das verminoses nesta época do ano. Segundo o especialista, a maneira mais adequada para a prevenção e o combate das verminoses é o controle estratégico.
“Os tratamentos concentram-se em períodos pré-determinados (início, meio e final da seca) nos meses de maio, julho e setembro, lembrando que a vermifugação no final da seca e início das águas também poderá ocorrer depois de setembro, conciliando com a vacinação do rebanho”, explica o veterinário.
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