62ª fase da Lava Jato mira grupo Petrópolis e doações eleitorais

Empresa é suspeita de ajudar a Odebrecht; PF cumpre 6 mandados de prisão


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (31) a 62ª fase da Operação Lava Jato. Esta nova etapa mira o pagamento de propinas disfarçadas de doações eleitorais pelo Grupo Petrópolis.

De acordo com a PF, foram expedidos um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão.

O “G1” entrou em contato com o Grupo Petrópolis, mas não teve resposta.

Segundo a investigação, o Grupo Petrópolis teria auxiliado a Odebrecht a pagar propina através da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior, em uma operação conhecida como "operações dólar-cabo".

A suspeita, segundo a PF, é que offshores relacionadas ao Grupo Odebrecht realizavam no exterior transferências de valores para offshores do grupo investigado nesta fase da Lava Jato.

A informação da Polícia Federal é que um executivo da Odebrecht afirmou em delação premiada que utilizou o Grupo Petrópolis para realizar doações de campanha eleitoral para políticos de outubro de 2008 a junho de 2014.

Estas doações resultaram em uma dívida de R$ 120 milhões da Odebrecht com a cervejaria. Em contrapartida, a Odebrecht investia em negócios do grupo.

Os mandados são cumpridos pela PF em 15 cidades diferentes e foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba. A nova fase foi batizada de Rock City.

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