Era terra grande que os olhos se perdiam
De um lado o norte e do outro o Sul se dividiam.
Ainda irmãos unidos na nação.
Repartindo o chão.
Há o de cima e o mais belo de baixo,
Meu Mato Grosso do Sul querido, onde mora
Meu coração.
A mata é casa, relva,
Das flores que brotam, sementes.
É vida, ar. Respira.
O encontro das aves
Livres, cantam e clamam,
Na beleza de suas cores
É o branco do tuiuiú que impera.
O uivo das onças senhoras
Abafam os alaridos de tantos bichos
Entre as folhas que dançam
Ao som do vento.
O choro da chuva alastra,
Molha e escorre, em tantas águas de rios
Que cursam entre as matas.
Os raios do Sol adentram,
Transpassam iluminando
Ideias e ideais.
A miscelânea de um povo
Unido. Das mãos que plantam
Na terra o grão, o alimento.
Da criação e da plantação.
O mundo, o verde, a gente.
O céu azul, límpido e claro.
Conduz a paz. Logo
Quietude, crepúsculo
Na chegada da Lua clareando os rumos
Das relvas, dos rios e do chão cinza das cidades.
Prosperidade.
Na Terra da Natureza e do Pantanal.
As estrelas ponteiam a beleza o esplendor
O sorriso do povo, os olhos do amor.
É verde, é vida.
É Mato Grosso do Sul.
Do Uno Maior, Aquele que criou.
*Escritora e autora de quatro livros em Nova Andradina; “No seu olhar, No seu sorriso, Como está a sua Fé e Tempos que marcam”
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