Gritos silenciados pelo temor,
Dor instigando a vida e ninguém via.
A cor, diferença, ordem sem sentido.
Olhos fechados e o coração trancado.
Pobres homens vis,
enclausurados numa arrogância descabida.
Mas Ela viu e ouviu.
Cada grito e lamento.
Ela enxergou cada lágrima caída
Seu coração aberto, gigante.
Acolheu.
Na cor, no amor, na doação.
Serena e certa surgiu.
Esplendorosa e grandiosa
Numa pequena imagem num rio.
Disse sem palavras
Que amor não se divide
E seus filhos são irmãos
A mãe não admitia tirania e divisão.
Sem brado deu ordem de rainha
Que seus filhos deveriam dar as mãos.
O vermelho era cor de todos
Cor do coração.
Tentaram calar seus suplícios.
Mas suas palavras foram sussurradas na alma.
Ali cunhadas.
Ninguém silencia sua autoridade.
Ela ressurgiu
Provando inteira em sua forma
Que mãe não desampara seus filhos
E não aceita entre eles conflitos.
Ela é a rainha
Padroeira do Brasil.
Nossa Senhora Aparecida.
*Escritora e autora de quatro livros em Nova Andradina; “No seu olhar, No seu sorriso, Como está a sua Fé e Tempos que marcam”
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