Para promotor, bloqueio impediu movimentação nas contas de Manuel Da Lupa

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O promotor Roberto Senise, do Ministério Público do Estado de São Paulo, disse em entrevista ao programa "Esporte Notícia", da Rádio Bandeirantes, nesta sexta-feira, que não foram verificadas movimentações bancárias na conta do ex-presidente da Portuguesa, Manuel da Lupa. O dirigente é apontado como um dos suspeitos no envolvimento em sua suposta armação que levou a Lusa à Série B, que ficou conhecida como Caso Heverton. O mesmo vale para o ex-vice-presidente Luis Iauca.

“Com relação as contas do Manuel da Lupa e do Luis Iauca, essas movimentações não ocorreram porque as contas estão bloqueadas por decisão judicial em uma ação proposta pelo banco Banif”, disse.

O banco português moveu quatro ações, em janeiro do ano passado, para cobrar uma dívida de R$ 43 milhões referentes aos empréstimos contraídos e não pagos pela Lusa.

Apesar do bloqueio, a ausência de movimentação bancária, tanto de Da Lupa como de Iauca, não impede que ambos continuem sendo investigados.

Senise destacou que o MP está no início do processo envolvendo a Portuguesa. “O Ministério Público, na área do crime organizado, promoveu a quebra de sigilo bancário, fiscal e também a quebra de documentos sigilosos de várias pessoas envolvidas direta ou indiretamente com o caso. A área do crime organizado está analisando cada uma das situações”, explicou.

“O que eu posso dizer é que alguns meses atrás foram identificados alguns volumes expressivos de transferências de recursos. O Ministério Público está analisando se esses volumes têm ou não uma origem legal. Não sei dizer se são dos dirigentes do clube ou se são de outras pessoas”.

Senise não tem dúvidas que o MP vai agir com rigor assim que forem descobertas as irregularidades. “Com relação às penas patrimoniais acredito em penas severas caso consigamos confirmar que teria ocorrido esse ato de corrupção. Caso contrário, essas penas criminais serão um pouco difícil de ter essas pessoas em cárcere em um primeiro momento”.

Ele explicou que, pelas pessoas investigadas não terem passado criminoso, dificulta no caso de serem condenadas e presas. “É um pouco complicado em relação ao primário, que tem uma série de benefícios e me parece que essas pessoas envolvidas elas seriam todas primárias”, destacou.

Senise não soube precisar em quanto tempo a investigação será concluída. “O prazo normal de um inquérito civil são seis meses”, sentenciou.

Em sua opinião, todo esse imbróglio só teve uma vítima: “a Portuguesa, que não vendeu vaga nenhuma (na Série A)”.

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