Petrolão: 5 delatores já aceitaram devolver R$ 425 milhões

Veja


Os acordos de delação premiada fechados até agora pelos investigados na "Operação Lava Jato" da Polícia Federal podem devolver aos cofres públicos R$ 425 milhões. Esse é o montante que cinco delatores já aceitaram restituir ao país em troca de eventual redução de pena. E o número pode crescer, uma vez que há pelo menos nove acordos de delação premiada no âmbito da Lava Jato. Desse total, mais de R$ 300 milhões serão devolvidos por apenas três investigados: o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e o ex-gerente de serviços da Petrobras Pedro Barusco.

Paulo Roberto Costa

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras é o único até agora a ter homologado pelo STF seu acordo de delação premiada. Aos investigadores, Costa desvendou as engrenagens do esquema do petrolão. Segundo ele, a organização criminosa que operava na estatal era muito mais sofisticada do que parecia: havia um cartel de grandes empreiteiras que escolhia as obras, decidia quem as executaria e fixava os preços. Era como se a companhia tivesse uma administração paraestatal. Costa e sua família aceitaram devolver R$ 70 milhões.

Alberto Youssef

Apontado como operador do bilionário esquema de desvios investigado pela Lava Jato, o doleiro aceitou devolver aos cofres públicos R$ 55 milhões. Aos investigadores, afirmou que empreiteiras repassaram dinheiro desviado da Petrobras para a campanha presidencial do PT em 2010 e simularam contribuições legais para ocultar a fraude. E implicou a presidente Dilma Roussef e seu antecessor no esquema.

Augusto Ribeiro de Mendonça Neto

Sétimo investigado a fechar acordo de delação, Mendonça Neto é da Toyo Setal Empreendimentos, que integrou o cartel do petrolão, segundo Costa. Se condenado, será apenado com "prestação de serviços" e o pagamento dos R$ 10 milhões.

Julio Camargo

A Toyo Setal, que tem Camargo como diretor, firmou contratos com a Petrobras que chegaram a soma de 4 bilhões de reais. O executivo foi o primeiro das grandes empresas que mantém negócios com a estatal que aceitou assinar o acordo de delação premiada para obter redução de pena. Camargo é investigado sob suspeita de pagar propina para conseguir obras da Petrobras. Três empresas controladas por ele, que também é sócio da Auguri, Piemonte e Treviso, fizeram depósitos de 13,4 milhões de reais à GFD Investimentos, firma de fachada do doleiro Alberto Youssef. Fechou acordo para devolver R$ 40 milhões.


Pedro Barusco

Braço-direito do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, Pedro Barusco se comprometeu a devolver aos cofres públicos US$ 97 milhões – ou R$ 253 milhões. Camargo e Mendonça Neto relataram em depoimentos que pagaram mais de R$ 30 milhões a Duque e Barusco.

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!