Polícia de MS apreende quase 200 ton de droga

Da Redação


Dos estados brasileiros Mato Grosso do Sul é o que mais apreende drogas, respondendo segundo dados do Ministério da Justiça, por 80% de todo o entorpecente tirado de circulação no Brasil. Só este ano as polícias do Estado, interceptaram carregamentos e cargas de drogas que já somam quase 200 toneladas, a maior quantidade de drogas já apreendida no país, por um único Estado.

O recorde de apreensões de drogas é resultado do planejamento estratégico de segurança pública desenvolvido pelo Governo do Estado, através do programa MS Forte 2, com estipulação de metas, armazenamento de dados, acompanhamento dos números, análise de inteligência e estudo dos resultados. Trabalho que é feito diariamente por equipes especializadas da Sejusp/MS (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul), e principalmente, pela Polícia Civil e Polícia Militar, que estão na ponta e são responsáveis pelo sucesso de todas as ações.

De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, as apreensões de drogas no Estado, mais que dobraram nos últimos anos, levando em consideração o período de 4 anos, que compreende entre 2002 e 2006, quando foram tiradas de circulação nas estradas de Mato Grosso do Sul pouco mais de 88,7 toneladas de drogas. “São apreensões de quatro anos que foi em muito superada em um único ano, em 2013 quando a soma ultrapassou 136 toneladas de drogas”, lembra Jacini.

Dados da Sejusp mostram uma curva ascendente de apreensões de 2007 para cá, com destaque para os anos de 2010 com 52,6 toneladas de drogas, 44,4 toneladas em 2011, 87,6 toneladas em 2012 e 136 toneladas em 2013, recorde quebrado apenas pela Polícia Federal no início dos anos 2000, quando a instituição entrou para o Guinness Book com o maior número de apreensões da história, que foram 140 toneladas.

A soma de apreensões de drogas realizadas no Estado entre 2007 e 2014 já ultrapassa 550 toneladas, número abastado pelas apreensões deste ano, que estão bem próximas das 200 toneladas. “Somando-se a isso temos também um expressivo número de prisões, tendo a Sejusp contabilizado em 2013 quase 18 mil prisões e este ano de janeiro até agora quase 15 mil prisões, a maioria delas por tráfico de drogas ou crimes correlatos”, diz Jacini, que atribui o bom desempenho da segurança pública do Estado, ao trabalho das polícias, que se destaca ainda no país como as que mais esclarecem crimes, com índice de mais de 70%, contra pouco mais de 30% dos demais estados brasileiros.

Especializadas

Com um trabalho diferenciado de repressão e combate à criminalidade, a especializada Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), a PMRV (Polícia Militar Rodoviária) e o DOF (Departamento de Operações de Fronteira), responsáveis pelo grosso das apreensões, atribuem o recorde de drogas tiradas de circulação este ano à preparação do efetivo, integração das forças policiais e aos investimentos e trabalho de inteligência realizados no Estado.
Para fechar o cerco ao narcotráfico, o titular da Denar, delegado Rodrigo Guiraldelli Yassaka intensificou o trabalho de inteligência na unidade, além disso, constantemente participa em Brasília de intercâmbios e reuniões com as polícias de outros estados, para trocar informações. Para o delegado a posição geográfica do Estado, que faz divisa com a Bolívia e o Paraguai, o primeiro grande exportador de cocaína e o segundo maior produtor de maconha do mundo, bem como a fronteira seca desfavorecem e dificultam o trabalho da polícia.

“Os traficantes não respeitam territorialidade, como tem que fazer a polícia, além disso, há um fortalecimento do intercâmbio entre os criminosos, daí a necessidade de investimentos no trabalho de inteligência policial que vem dando excelentes resultados, prova disso é o grande volume de apreensões feitas com intenso trabalho que descapitalizou grandes consórcios do tráfico e desmantelou várias quadrilhas que atuavam em todo o país”, diz Yassaka.

Diretamente ligado ao gabinete da Sejusp, o DOF realiza o policiamento de recobrimento ao longo da faixa de fronteira. Para integrar o departamento, o policial precisa ser operacional, ter conhecimento do trabalho de inteligência e estar em constante atualização. “É essa preparação técnica profissional do efetivo e a integração com outros órgãos de segurança que trazem esses resultados para a segurança pública”, afirma o comandante do DOF, coronel Osney Narazareth Duarte.

Incentivo
A PMR que sozinha apreendeu 65 toneladas do total de drogas tiradas de circulação no Estado este ano, mudou a forma de pensar e de atuar para chegar ao resultado. A fiscalização foi intensificada e os policiais que se destacam recebem prêmios. Segundo o comandante da Polícia Militar Rodoviária Estadual, tenente-coronel Waldir Acosta, a fórmula é bem simples. “Nós tiramos os efetivos de oficiais e praças das áreas administrativas e colocamos nas estradas, paralelo a disso, implantamos a estatística de produtividade dos policiais, avaliação que é feita individualmente e por equipes, os que se dedicam e produzem mais, são reconhecidos”, destaca o comandante da PMR.

Sejusp

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