Cidades & Região / Nova Andradina
Agepen é melhor e mais preparada para gerência do ''dia-a-dia'' dos presos, diz Juiz
José Antônio de Andrade
Em entrevista ao Jornal da Nova, o Juiz Titular da Vara Criminal da Comarca de Nova Andradina, Dr. José Henrique Kaster Franco, disse que a principal vantagem da (Agepen) Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário para o município é a liberação dos policiais para investigação. Antes, eles tinham que fazer a guarda de presos.
Ainda segundo Kaster Franco, antes havia policiais que ficavam na custódia dos detentos. Agora esses policiais serão usados em suas funções de investigação dos crimes ocorridos na cidade. O que vai possibilitar a geração de um incremento nas funções principais da Polícia Civil, que é o desmantelamento de inteligência dos delitos na cidade.
Para o Juiz, em segundo lugar, a Agepen é melhor e mais preparada para gerência do ‘dia-a-dia’ dos presos. Significa também a prevenção de fuga, porque o agente é preparado para lidar com essa situação. “Esses agentes são treinados, preparados e aparelhados para acompanhar a movimentação de área dos presos. Isso vai contribuir para evitar uma rebelião de presos”, diz.
“A terceira vantagem, é que a estrutura do local onde eles estão hoje, é melhor, aumentando o potencial de segurança do local. Com a estrutura física sendo aumentada, com muros maiores de modo a evitar fugas, já que nesses últimos anos, houve uma série de fugas na cadeia da cidade, que poderiam ter sido evitadas com um sistema mais eficiente”, ressalta o Juiz.
“Um quarto item, seria custodiar o preso com uma melhora em sua dignidade, favorecendo, não só o preso, como quem está fora da cadeia. Isso porque quando o preso é detido em situação muito ruim, ele acaba criando um ódio dentro do presidio. Ódio esse, que quando o detento é solto, geralmente tende a descarregar na população. Pois ele cria um sentimento de vingança e de raiva, vindo a querer buscar a reaver esse sentimento ao sair da cadeia, no primeiro que ele encontrar”, explica o Juiz Kaster Franco.
Conforme Kaster Franco, a ideia no presídio é criar os espaços, para que o preso não alfabetizado tenha educação. Além de criar cursos profissionalizantes através de empresas parceiras com o judiciário. Sobre esse assunto, Kaster destaca que certa vez, uma empresa de Presidente Prudente (SP) ofereceu uma parceria visando a fabricação de brinquedos dentro do presídio, pagando salário aos presos pelos serviços.
A ideia do Juiz, é que os presos não fiquem ociosos na cadeia, consumindo dinheiro da sociedade. Que os presos sejam úteis, fazendo com que o lugar, onde não se faz nada, se transforme em um lugar de utilidade. Que o preso possa pagar pela sua estadia no dia-a-dia e aprenda uma profissão, para que depois, ele possa exercer a sua vida na sociedade de uma forma mais útil.
Por último, Kaster Franco disse que com a extensão da cadeia, gerando maior número de vagas, o detento residente em Nova Andradina não precisará ser recambiado para presídios de outras cidades, onde há detentos de outros estados. Até para que ele não tenha contatos com presos de maior periculosidade.
O juiz concluiu a entrevista, lembrando que preso do município, no início da carreira com o crime, posteriormente enviado para fora, acaba voltando doutor em criminalidade, após passar pela escola do crime em presídios mais perigosos. O que será evitado com o presidio do município.
Cobertura do Jornal da Nova
Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!






