SIG de Nova Andradina prende suspeitos do roubo ao Navi Carnes

Da Redação


A Polícia Civil por meio do SIG (Serviço de Investigação Geral) prendeu quatro indivíduos suspeitos de invadirem na madrugada desta segunda-feira (1), o frigorífico Navi Carnes em Nova Andradina.


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Foram presos Ricardo Araújo de Macedo de 41 anos, natural e morador de Nova Andradina, Edilson Silva Alves de 20 anos, Sandro Pereira dos Santos de 28 anos, ambos naturais de Osasco (SP) e moradores de Barueri (SP) e Wellinton de Souza Carvalho de 31 anos, vulgo Japonês, natural e morador de São Paulo (SP).

Parte do dinheiro roubado que estava em um dos cofres levados pela quadrilha, foi recuperado, como também lâminas de cheques entre outros documentos, em poder dos suspeitos foram encontrados celulares e toucas que foram utilizadas na ação.
Desde a hora em que o crime ocorreu, o SIG iniciou as investigações e descobriu que a VW/Kombi, com placas de Indaiatuba (SP), utilizada no crime e queimada em seguida, estava em uma oficina para concerto e que um funcionário teria pego o veículo sem autorização.

Momento em que os suspeitos haviam sido preso na manhã desta segunda (1) - Foto: Jornal da Nova

Os investigadores deslocaram até a residência do funcionário, Ricardo, onde apreenderam a roupa que ele estava usando no dia anterior, mas ele não estava no local. Durante as diligências, a equipe do SIG recebeu informações de que na residência localizada na rua Arthur da Costa e Silva, em frente a Praça da Fogueira, estariam 3 a 4 pessoas que teriam participado do assalto ao frigorífico.

Os policiais deslocaram até o endereço e surpreenderam Edilson, Sandro e Wellinton. Em poder deles, os policiais encontraram diversas lâminas de cheque do banco Sicredi e do Bradesco, R$ 3.225,00 em dinheiro, dois capuzes, selos fiscais, celulares, roupas usadas no roubo.

Dinheiro, cheques e documentos da empresa recuperado e celulares, tocas e passagens de ônibus dos suspeitos - Foto: Jornal da Nova

Segundo as investigações, no local, onde estavam os três indivíduos, sendo que um atendeu a porta e os outros dois estavam no interior da residência, foram indagados separadamente, contaram versões diferentes sobre o roubo, mas em comum todos assumiram que participaram do assalto ao frigorífico. Ricardo foi preso no mesmo local, mas horas depois.

Para o Jornal da Nova, Sandro o de camisa verde, disse que somente dirigiu e incendiou o veículo, já Welliton de camisa azul, alegou que não estava na ação criminosa e que foi pego de gaiato. “Estava na hora e no local errado”, disse ainda que já ficou preso por quase 12 anos por vários crimes cometidos em São Paulo. Edilson disse que veio até a cidade levantar um dinheiro e que sabia da “fita”. A participação de Ricardo, segundo ele, foi emprestar a Kombi para uma pessoa, mas não declinou qual pessoa.

“É muito importante o auxílio da população em denunciar casos como este que aconteceu no frigorífico, onde nos levou até aos criminosos, quanto à participação da denúncia ou denunciante ela é preservada e sigilosa. Isso faz com que a polícia trabalha mais rápido em esclarecer o crime e prender os suspeitos, como foi este caso”, esclarece Dr. Luiz Quirino, Delegado do SIG.

Delegado do SIG, Dr. Luiz Quirino - Foto: Jornal da Nova

Segundo o Delegado, o grupo poderá responder por associação criminosa armada, roubo majorado pelo emprego de armas e pessoas e, foram requeridas as prisões preventivas dos acusados e tão logo serão encaminhados ao Estabelecimento Penal de Nova Andradina, onde permanecerão à disposição da Justiça.

Detalhes do roubo
Conforme consta no boletim de ocorrência, por volta das 0h50 de ontem, o porteiro de 53 anos da empresa frigorífica, trabalhava no local, fazendo ronda cotidiana, quando foi abordado por cinco homens, todos armados com revólver de pequeno porte, sendo três deles encapuzados, nas imediações da enfermaria do frigorífico. Ainda de acordo com o relato, os assaltantes estavam apressados. “Estavam dizendo que estavam com a fita pronta e, que não foram lá para perder viagem”, descreveu.

O porteiro descreveu ainda, que os assaltantes o questionaram se haviam mais pessoas consigo. Respondendo que apenas uma pessoa fazia companhia a ele. Sendo um dos operadores da sala de máquinas, os cinco bandidos levaram ele para a sala de máquinas, onde também renderam o operador, que foi obrigado a ficar nu, antes de ser amarrado.

Quando um dos assaltantes percebeu a chegada de mais funcionários para o trabalho, ordenou que dois de seus comparsas (encapuzados) fossem para a portaria, onde os funcionários iam chegando e sendo rendidos.

Kombi foi encontrada incendiada com um dos cofres dentro - Foto: Jornal da Nova

Eles fizeram o porteiro abrir a porta do escritório, mas como ele não tinha a chave da sala do departamento financeiro, arrombaram a porta e pegaram o cofre. Os assaltantes indagaram sobre outro cofre, o porteiro disse desconhecer, mas os assaltantes diziam que sabia que havia mais um, até que arrombaram outra sala e encontraram.

Os bandidos obrigaram o porteiro a ajudar transportar os cofres até a Kombi, em que eles chegaram, depois trancou ele, com os demais funcionários feitos reféns dentro do escritório e fugiram.

Horas depois do crime, a Polícia Militar encontrou a Kombi incendiada no residencial Monte Carlo, no prolongamento da avenida Ivinhema, no bairro São Vicente de Paula, a Polícia Civil também foi ao local e iniciou as investigações.

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