Na manhã desta quinta-feira (4), uma dupla armada rendeu uma comerciante em Brasilândia quando saia de sua residência, ordenaram que ela e filho de 3 anos ficassem quietos senão morreriam.
Conforme informações do “TL Notícias”, as vítimas foram amarradas e tiveram a residência toda revirada, do local, os assaltantes subtraíram mais de R$ 30 mil em joias, R$ 800 em dinheiro e usaram para fugir, o veículo da vítima, um Hyundai/HB20.
Durante a fuga, a dupla abandonou o veículo na zona rural daquele município, perto da Fazenda Belmonte. As vítimas conseguiram se libertar da amarração e acionou a polícia.
A Polícia Militar e Civil de Brasilândia, chefiada pelo Delegado Dr. José Renato Miguel, com o apoio de uma equipe da Rotai (Ronda Ostensiva e Tática do interior) de Três Lagoas que foi enviada ao município para ajudar nas buscas.
Após localizarem o veículo, buscas foram feitas a pé pelo matagal e após seguir pegadas por mais de 2 km, a polícia chegou até um barraco improvisado próximo a área urbana do município, no bairro João Paulo da Silva, na saída para Bataguassu.
No local os policiais encontraram dois suspeitos e a arma utilizada no crime, uma espingarda calibre 22 municiada.
De acordo com um dos detidos de 26 anos, natural de Três Lagoas, disse que dois amigos teriam ido ao seu barraco apenas para repousar e que ele não desconfiava que ambos teriam cometido algo de ilícito. Já o jovem de 19 anos também detido no local, residente em Ilha Solteira (SP), confirmou sua autoria no delito e disse que um amigo de 17 anos teria entrado com ele na casa.
O jovem de 19 anos disse que o mandante do crime é seu pai de criação, conhecido como “Diguim”, que cumpre pena na Phac (Penitenciária Harry Amorim Costa) em Dourados. Ele apenas teria recebido a ordem para praticar o crime na companhia do menor que é seu primo o sobrinho do mandante. Segundo ele, o três-lagoense e dono do barraco onde foram presos, teria dado “abrigo” após a prática do sequestro.
O jovem também revelou que a espingarda foi deixada em Brasilândia como forma de “consórcio” por um morador do bairro São João, em Três Lagoas. O armamento foi emprestado para o crime a mando do presidiário “Diguim” e se caso “perdesse” para a polícia, teria que pagar um total de R$ 1,5 mil pelo prejuízo.

O jovem também delatou que o dono da espingarda é magro, alto e possui uma tatuagem de um peixe na perna.
Ambos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia, onde as devidas providências foram tomadas. Além do carro, os policiais recuperaram todo o dinheiro, mas as joias estavam com o adolescente, segundo relatou o jovem de 19 anos, que esta foragido.
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