Moradores de casas invadidas tem energia cortada pela Enersul em Nova Andradina

Emerson Dantas


Na tarde desta quarta-feira (10), moradores das 22 casas inacabadas do Bela Vista II, tiveram uma surpresa da Enersul/Energisa, que chegou com três viaturas da Polícia Militar para realizar o desligamento da energia elétrica, a qual a mesma empresa ligou para os moradores.


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De acordo com os moradores, a própria empresa buscou junto aos moradores uma solução para que não houvesse “gato” de energia, e no dia 28 do mês passado, a empresa fez com os moradores um termo de declaração e compromisso e fez a ligação.

Ainda de acordo com os moradores, a maioria tiveram gastos entre R$ 600 a R$ 700 para instalar poste, padrão e fios elétricos. “Aqui temos famílias que trabalham, idosos, crianças, temos nossos alimentos na geladeira e agora vamos perder tudo?”, pergunta uma moradora.

Em contato com o advogado que representa os moradores, Dr. Jezualdo Galeski, uma ação esta tramitando na Justiça e que o corte não foi por ordem da Justiça e sim da prefeitura municipal. “Estamos apresentando ao Poder Judiciário que as pessoas que estão ali, precisam de energia elétrica, como o processo ainda esta em tramitação, e a ligação foi legal, nada mais justo de que as pessoas possam tê-la, uma vez que eles irão pagar pelo serviço, a maioria já comprou as instalações e outros já estavam com a energia estabelecida”, disse o advogado que já está entrando com o pedido de religação.

Em nota, a Enersul/Energisa informou que as ligações no local foram feitas com base em documentos apresentados pelos moradores. Porém, por se tratar de área em litígio, invadida recentemente, não é possível mais manter o fornecimento de energia elétrica no local enquanto não houver a regularização e autorização oficial do Poder Público.

Em contato com a prefeitura municipal, pelo horário das 17h, ninguém mais atendeu ao telefone, mas a redação aguarda o posicionamento da pasta que representa a habitação.

As 22 casas estavam abandonadas há muitos anos, onde uma ONG, parceira do governo federal e do estado, iniciou as obras e depois às abandonou, ficando por vários anos sendo ponto de tráfico de drogas, desova de produtos roubados ou furtados, motel entre outros atos ilícitos.

Moradores que hoje estão no local, segundo eles não têm onde morar, sem condições de pagar um aluguel, compraram telhas, alguns compraram janelas e portas usadas e colocaram nas residências. “O pouco que temos, vamos investindo na casa, todos aqui estão há anos na fila de espera por uma casa e até agora nada, só queremos nosso direito de morar com dignidade”, finaliza um morador.

As casas foram invadidas no dia 26 de julho deste ano, e de lá para cá, muitos moradores já fizeram vários investimentos nas residências.

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