MS investiga caso suspeito de mucormicose; estado emite comunicado de risco

A suspeita é de um homem, de 71 anos, que mora em Campo Grande e está internado em estado grave
Da Redação / Imagens: Sociedade de Microbiologia do Paraguai/Divulgação
02/06/2021 07h30
Pulmão de um dos pacientes com o fungo, detectado no Paraguai / Imagens: Sociedade de Microbiologia do Paraguai/Divulgação

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) de Mato Grosso do Sul emitiu um comunicado de risco após um caso suspeito de mucormicose ser identificado no estado. Agora, o estado fará uma investigação.

 

O paciente, possivelmente com mucormicose, é um homem, de 71 anos e residente em Campo Grande. Ele possui duas comorbidades, diabetes e pressão alta.

 

Na nota emitida pelo Cievs, é detalhado que o homem começou a apresentar sintomas de Síndrome Aguda Grave, no dia 9 de maio de 2021. Em 18/05/2021, o paciente foi positivado para Covid, por meio do teste RT-PCR.

 

Quando foi diagnosticado para Covid, o homem apresentou febre, dor de garganta, dispneia, desconforto respiratório, fadiga e outros sintomas. Com o agravamento do caso, ele foi encaminhado para uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

 

No dia 28 de maio de 2021, o Cievs detalhou que a suspeita do fungo surgiu. Foi por meio de uma lesão no olho do paciente, que a desconfiança foi levantada. "Suspeita de mucormicose no olho esquerdo com equimose palpebral intensa e lesão necrótica superior poupando a borda, apresentando quemose conjuntival sanguinolenta e úlcera corneana".

 

Na nota, o Cievs disse que o paciente está instável e sem condições para transferência para instituição de maior complexidade.

 

O que é a mucormicose?

Popularmente conhecido como "fungo preto", o quadro mata mais de 50% dos acometidos. Muitos precisam passar por cirurgias mutilantes, que retiram partes do corpo afetadas pelo micro-organismo, como os olhos.

 

A infecção provocada por fungos já acometeu quase 9 mil pacientes com Covid-19 na Índia. Os especialistas acreditam que essa diminuição da imunidade pode desencadear casos de mucormicose. As informações são do G1/MS



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