Responsável pelas investigações da Lava Jato em primeira instância, o juiz federal Sérgio Moro aceitou as denúncias do Ministério Público (MPF) contra o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, o lobista Fernando Baiano e o executivo da Toyo Setal Júlio Camargo. Eles são os últimos, da lista de 39 denunciados, a se tornarem réus.
Além deles, a Justiça também aceitou a inclusão de Alberto Youssef no processo - o doleiro também é citado nas outras cinco ações aceitas por Sérgio Moro (os investigados da Lava Jato foram divididos em seis ações diferentes). Uma audiência já foi marcada para o dia 13 de fevereiro.
Segundo as investigações da Lava Jato, executivos combinavam quais as empresas participariam das licitações de obras da estatal e concorriam aos processos com os preços máximos permitidos. Como garantia do contrato eles pagavam proprina a diretores da companhia e também a agentes políticos.
De acordo com as denúncias do MPF, o lobista Fernando Baiano era o representantes de Nestor Cerveró no esquema. Eles teriam recebido 40 milhões de dólares em propina entre os anos de 2006 e 2007. A dupla é suspeita de intermediar a contratação de navios-sona para a perfuração de águas profundas na África e no México.
Advogado de defesa de Cerveró, no entanto, nega que o seu cliente tenha envolvimento com Fernando Baiano. Ele também diz que o ex-diretor não tem participação no esquema de corrupção.
39 denunciados
O Ministério Público Federal denunciou 39 investigados - todos aceitas pelo juiz Sérgio Moro entre a última sexta e esta quarta-feira. Do total de denunciados, 23 são ligados a seis empreiteiras: OAS, Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior e UTC.
Os investigados da Lava Jato foram divididos em seis ações, de acordo com a participação de cada empreiteira no esquema. O ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e Waldomiro de Oliveira são citados em cinco. Já o doleiro Alberto Youssef é réu em todas as seis ações.
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