Dracco deflagra ''Operação Dark Money'' voltada ao combate à corrupção na Prefeitura de Maracaju

Policiais civis de Nova Andradina e de outras unidades policiais participaram da operação que desviou R$ 23 milhões em um ano da Prefeitura de Maracaju
Da Redação / Imagens: Polícia Civil/Divulgação
22/09/2021 07h54
Ação acontece nesta quarta-feira (22) / Imagens: Polícia Civil/Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (22), o Dracco (Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado) cumpriu seis mandados de prisão temporária, havendo mais um mandado de prisão temporária em aberto, sendo o investigado considerado foragido, além de cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão e ainda promoveu o bloqueio de bens, dentre outras medidas cautelares determinadas pela Justiça. Policiais civis de Nova Andradina participaram a operação.

 

As ações policiais desta fase das investigações miram servidores públicos que atuaram no alto escalão do executivo municipal no exercício de 2019/2020, bem como, empresários e empresas com envolvimento no esquema.

 

Equipes do Dracco, com o suporte técnico do LAB-LD (Laboratório de Lavagem de Dinheiro), unidade especializada do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, constataram que foi criada uma conta bancária de fachada, diversa da oficial e não declarada aos órgãos de controle interno e externo do município, por onde foram promovidos mais de 150 repasses de verbas públicas em menos de um ano.

 

A partir de negócios jurídicos dissimulados, integrantes do alto escalão da prefeitura emitiram mais de 600 lâminas de cheques, que totalizaram mais de R$ 23 milhões a empresas, sem qualquer lastro jurídico para amparar os pagamentos.

 

Muitas das empresas beneficiárias dos valores não mantinham relação jurídica com a prefeitura (licitação, contrato ou meio legal que amparasse a transação financeira). Além disso, não havia emissão de notas fiscais e os valores não eram submetidos a empenho de despesas, operações legais que devem ser observadas pelos entes públicos.

 

Diante da gravidade dos fatos, foram requeridas ao Judiciário de Maracaju várias medidas cautelares como mandados de prisão temporária contra servidores públicos e particulares, busca e apreensão em empresas, bloqueio de bens e outras, todas cumpridas nesta quarta-feira pela Polícia Civil, após parecer favorável do MPE (Ministério Público Estadual) e decisão do Poder Judiciário da Comarca de Maracaju.

 

Sob coordenação do Dracco que preside o Inquérito Policial, participaram da “Operação Dark Money” policiais civis de várias unidades da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, DPI (DP's Paraíso das Águas, Naviraí, Nova Andradina, Nova Alvorada, Corumbá, Ponta Porã, Nova Alvorada do Sul, Itaporã, Rio Brilhante, mundo novo e Maracaju.), Departamento de Polícia da Capital (GOI, 1°, 2° e 3° DP), Departamento de Polícia Especializada (Derf e Defurv), Departamento de Inteligência da PCMS é uma equipe da PCPR (Grupo de Diligências Especiais) - GDE da Polícia Civil de Umuarama (PR), após constatação de deslocamento de um dos alvos para o Estado do Paraná que acabou localizado e preso em um hotel naquela cidade.

 

As ações de Polícia Judiciária Civil foram realizadas no município de Maracaju, Corumbá, Ponta Porã e Campo Grande e envolveram 60 policiais civis do Estado do MS e ainda na cidade de Umuarama através de uma equipe da Polícia Civil do Paraná.

 

A expressão Dark Money, atribuída à Operação do Dracco, é uma alusão à natureza do dinheiro fruto da corrupção sistêmica que atinge setores públicos e perpetrada por seus gestores.



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