1º Batalhão da Polícia Militar resgata história ao ter sede reformada pela Agepen

Da Redação


O centenário 1º Batalhão da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul teve sua história resgatada com a inauguração na tarde desta segunda-feira (29) da reforma e estruturação da sede da unidade, localizada na rua Ricardo Franco, na Vila Sobrinho, em Campo Grande, que foi feita pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), dentro do Projeto Colmeia.

De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Deusdete Oliveira Filho, utilizando a mão de obra dos internos do Presídio Semiaberto da Gameleira, foram trocados pisos, forro, portas e feitos reparos nas instalações elétrica, hidráulica e pintura, além da implantação de redes de internet e telefonia. “Nós atendemos uma solicitação do secretário Jacini e por meio do Projeto Colmeia realizamos essa obra aqui, que na verdade é a minha devolução daquilo que recebi da instituição, já que fui criado dentro do Primeiro Batalhão”, destacou Oliveira.

Segundo o comandante da unidade, Voltaire Flamarion, atualmente toda a estrutura do 1º BPM que está no conjunto União, em Campo Grande, será novamente transferida para a sede reformada, que irá contar com seção de pessoal, inteligência, legislação, planejamento operacional, logística e armamento, justiça e disciplina, relações públicas, comando e subcomando e amplo refeitório. “Esta é a primeira unidade de Mato Grosso do Sul e abriga grande parte da história do Estado, bem como da Polícia Militar, por isso esta reforma é tão importante”, disse.

Para o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Valter Godoy Rojas, as reformas e readequações feitas no local melhoram as condições de trabalho e trazem mais dignidade aos policiais que atuam na unidade. “Temos que ter identidade e isso aqui é um primeiro passo, são instalações dignas que resgatam a história, valorizam e dignificam o trabalho dos nossos policiais”, frisou o comandante-geral.

Durante a inauguração o secretário Jacini enalteceu o Projeto Colmeia, que segundo ele é viabilizado graças a parcerias com o Ministério Público, Poder Judiciário, Conselhos da Comunidade e a Setas (Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social), que disponibiliza recursos para a inclusão social dos presos, por meio do trabalho remunerado. “Graças a isso conseguimos muitas conquistas, reduzindo e muito o déficit carcerário, com ampliações e reformas de várias unidades, graças à união de esforços e ao trabalho em equipe”, finalizou o secretário.

Além de terem o trabalho remunerado, os internos têm ainda remissão de pena e a cada três dias trabalhados reduzem um no total da pena aplicada pelo Judiciário.

Com PM

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