Produção de mandioca está em crise e produtores planejam protestar

Da Assessoria


Centenas de produtores rurais da região do vale do Ivinhema, deverão seguir exemplo dos demais Estados Brasileiro e protestaram contra a falta de medidas do Governo Federal para reajustar o preço mínimo de venda da mandioca em todo o País. Da forma que está o mercado atual, o valor mínimo de venda da raiz não paga os custos da produção. O preço praticado hoje da grama da mandioca variam de R$ 0,32, á 0,30, mas o custo é de R$ 0,45 por grama.

A Ação será organizada por seguimentos que apoia os agricultores e outras entidades simpatizantes do movimento situadas no município de Batayporã, e contará com a presença de organizações de agricultores da região noroeste do Paraná.

Conforme dados da Abam (Associação Brasileira de Produtores de Amido de Mandioca), o setor passa por dificuldade porque no último ano há mais oferta do que demanda do produto. Ainda segundo a Abam, em 2012 e 2013, a região nordeste do Brasil quase não produziu a raiz devido a estiagem e precisou comprar farinha e fécula de mandioca de empresas de outras regiões do país. Com os preços nas alturas e com previsões climáticas que diziam que a seca persistiria durante todo o ano de 2014, os agricultores plantaram mais pés da raiz esperando que teriam o mesmo retorno financeiro. Porém, ainda conforme a Abam, as previsões não se confirmaram e a produção de mandioca no nordeste foi normalizada. Com isso, os preços de venda da mandioca caíram quase 57%. "O produtor se animou e plantou mais áreas da cultura esperando um retorno financeiro tão bom quanto em 2013. Mas, a união de informações e previsões erradas culminaram com a situação que vivemos este ano. Muita oferta para pouca procura", explica o presidente da Abam, João Eduardo Pasquini.

Para enxugar o produto brasileiro e elevar os preços, as indústrias e produtores já planejam exportar a fécula de mandioca para os Estados Unidos e alguns países da África. "Essa é uma das medidas que estamos propondo para elevar os preços. Porém, para isso dar certo precisamos vencer a concorrência com a Tailândia, principal exportadora do produto", explica o presidente da Abam.

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