A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (24) a Operação Fidúcia* com o objetivo de desarticular organização criminosa que fraudava contratos de financiamentos em agências bancárias da CEF (Caixa Econômica Federal), no Ceará. O prejuízo estimado pode chegar a R$ 100 milhões.
150 policiais federais participaram da operação e deram cumprimento a 56 mandados judiciais, sendo 5 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, 14 mandados de condução coercitiva e 25 mandados de busca e apreensão, em desfavor de empresários e servidores da CEF que engendraram um elaborado esquema de fraudes e desvios de vultosa quantia daquela Empresa Pública Federal.
As investigações, iniciadas após auditoria interna da CEF, constatou fraudes na obtenção de financiamentos e empréstimos bancários, baseados em documentos falsos e empresas de fachadas, que causaram um prejuízo de mais de R$ 20 milhões, podendo, após o término da análise dos documentos apreendidos, chegar ao montante de mais de R$ 100 milhões.
As investigações apontaram que a organização criminosa agia, inicialmente, criando empresas de fachadas para serem beneficiárias de empréstimos bancários. Na sequência, o grupo falsificava a documentação para viabilizar a concessão de financiamentos. Os servidores aliciados manipulavam o processo de concessão de financiamentos e empréstimos, ignorando normas básicas de segurança, bem como se furtando do dever de verificar a documentação necessária para a concessão deles.
As medidas judiciais objetivam colher mais indícios sobre a participação de cada um dos membros da organização criminosa, bem como rastrear e recuperar o grandioso dano causado ao erário. Nesse sentido, a Justiça Federal determinou o bloqueio e indisponibilidade dos bens dos investigados.
Na operação, oito carros de luxo e um jatinho foram apreendidos. Entre os veículos encontrados pelos agentes federais, estão os modelos Maserati, Audi, três BMW, duas Mercedes e um Porsche. As investigações iniciaram há um ano e envolve 31 pessoas até agora.
Os envolvidos, responderão, na medida de suas participações, por associação criminosa, uso de documento falso, corrupção ativa e passiva, estelionato e evasão de divisa.
*O nome Fidúcia faz referência à modalidade de financiamento utilizado pela organização criminosa, vez que os bens dados fiduciariamente em garantia aos empréstimos sequer existiam.
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