Policial / Polícia
Estagiário já usou OAB de advogado morto e deu golpe de R$ 50 mil
Bruno se passava por advogado e aplicou golpes em clientes de escritório em Campo Grande
Da Redação
Bruno Henrique Aristimunho Lima, de 29 anos, preso ao se passar por advogado e aplicar golpes em Campo Grande, já chegou a utilizar registro da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul) de um profissional já falecido, como consta no CNA (Cadastro Nacional de Advogados). Com esse registro, lesou uma empresa em R$ 50 mil, publicou o “Campo Grande News”.
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Bruno foi preso na tarde de quarta-feira (30) depois que uma vendedora de joias procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência contra ele por se apossar de valores, afirmando que seriam para custos cartorários sobre um processo de divórcio. Contudo, ela descobriu que não havia sequer processo em andamento.
Enquanto narrava os fatos na delegacia, Bruno entrou em contato com ela exigindo mais dinheiro. A mulher foi orientada a marcar encontro no estacionamento do Shopping Campo Grande para entregar o dinheiro exigido, tudo monitorado pela Polícia Civil. Quando Bruno chegou, foi preso por tentativa de estelionato.
Interrogado, Bruno negou se passar por advogado, mas confessou que ficou com alguns dos valores de uma das clientes do escritório para o qual ele prestava serviços. No caso da vendedora de joias, ele que mantinha contato com a cliente para informar sobre o andamento do processo.
Apesar de negar se passar por advogado, a reportagem do “Campo Grande News” apurou que Bruno chegou a utilizar o registro da OAB-MS de um profissional já falecido, para representar uma empresa que terceiriza serviços de limpeza. Há, inclusive, um cartão de visita com o nome de Bruno e o número da OAB-MS do profissional falecido, 5.060/MS.
O prejuízo gerado à empresa foi de aproximadamente R$ 50 mil. "Fazia acordos com funcionários, a empresa repassada o valor acordado, mas ele não repassava a quantia ao trabalhador", disse um representante da empresa, que pediu para ter o nome preservado.
Documento da rescisão do contrato entre a empresa e Bruno descreve que: "as partes concordam com a rescisão contratual por culpa exclusiva dos segundos acordantes (Bruno e uma advogada) neste ato assumindo os segundos acordantes as responsabilidades pelos inadimplentes que resultaram em dívidas trabalhistas e condenação cível".
Em janeiro deste ano, ele chegou a ser denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por estelionato. De acordo com o documento, em maio de 2022, ele fingiu ser advogado e ficou com R$ 5,5 mil de uma idosa, referentes à dívida de uma casa. Mas há diversos outros processos em que ele é réu.
Em audiência de custódia, a Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu decretar a prisão preventiva de Bruno, ou seja, ele ficara atrás das grades por tempo indeterminado.
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