Policial / Polícia
Empresários da capital são presos por compra de mercadorias furtadas
A mercadoria pertencia a uma empresa de Ponta Porã, vítima de estelionato
Da Redação
Dois empresários de Campo Grande, foram presos nessa quinta-feira (7), por suspeita de receptação de mercadorias furtadas, após a Polícia Civil encontrar 459 sacos de fécula de mandioca em duas conveniências no centro de Campo Grande e em uma chiparia. A mercadoria pertencia a uma empresa de Ponta Porã, vítima de estelionato, publicou o “G1/MS”.
Segundo o boletim de ocorrência, os empresários teriam adquirido a mercadoria de uma organização criminosa que pratica estelionato. A empresa de Ponta Porã havia denunciado à polícia que, em setembro deste ano, realizou duas vendas totalizando 24 toneladas de fécula, avaliada em R$ 74.000, cujo os pagamentos não foram efetuados após a entrega dos produtos.
Durante a apuração, a polícia descobriu que os golpistas utilizaram um site e e-mail falsos para efetuar a compra.
Conforme as investigações, a fécula de mandioca foi vendida aos empresários de Campo Grande por um valor significativamente abaixo do preço de mercado, e os produtos eram revendidos ou utilizados como matéria-prima nas suas atividades comerciais.
Na semana passada, durante essa investigação de estelionato, outras quatro pessoas foram presas pela 3ª Delegacia de Polícia, responsável pela investigação, incluindo três suspeitos de integrar a organização criminosa e um empresário do ramo da construção civil, também preso em flagrante por receptação.
As ações fazem parte da primeira fase da Operação Miragem, que investiga crimes de estelionato e receptação. O total do prejuízo causado com os estelionatos ainda é incalculável.
As investigações da operação prosseguem visando identificar outras vítimas, bem como recuperar os objetos subtraídos e localizar os demais envolvidos na Organização Criminosa.
Liberdade
Os dois empresários foram postos em liberdade ainda nessa quinta-feira (7), após pagarem 10 salários mínimos de fiança, o equivalente a R$ 14.120 cada um.
Um deles, de 62 anos, é dono de uma conveniência tradicional localizada no centro de Campo Grande, e o outro, de 59 anos, é proprietário de uma rede de chiparias.
A liberdade provisória foi concedida pela Justiça à dupla, sob a condição de que sigam uma série de medidas cautelares. Entre elas estão: manter os endereços de residência atualizados, comparecerem em juízo quando solicitados e proibição de se ausentarem por mais de 8 dias de casa sem informar o local onde poderão ser encontrados.
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