Polícia Civil deflagra operação para combater furto de energia em Caarapó

Da Redação


A Polícia Civil, representada pelas Delegacias de Caarapó e de Juti e a Polícia Científica de Fátima do Sul, com apoio da Energisa deflagrou, a “Operação Conta Justa”, com o intuito de combater furtos de energia elétrica e fraudes na medição de energia em imóveis na cidade de Caarapó.

De acordo com a polícia, a ação contou com duas equipes policiais, duas equipes da Polícia Científica e 14 equipes da concessionária, que realizaram mapeamento e vistorias em 21 imóveis na cidade.

Após diligências subsidiadas com dados da Energisa, foram constatadas divergências de informações sobre o consumo de energia em alguns locais, razão pela qual as equipes policiais, de perícia e de técnicos da Energisa realizaram fiscalizações e conseguiram confirmar essas ocorrências.

Ao final da ação, três pessoas foram conduzidas à Delegacia de Caarapó, sendo duas autuadas por crime de furto de energia elétrica.

A delegada titular da Delegacia de Caarapó, Vivian Hiluy e Denise Simões, relações institucionais da concessionária, esclarecem que o desvio de energia elétrica, popularmente conhecido como “gato”, pode configurar crime de furto ou estelionato, conforme previsto nos artigos 155, §3º, e 171 do Código Penal brasileiro.

Além de representar uma conduta ilícita, essa prática expõe a população a riscos graves, uma vez que as ligações clandestinas podem provocar incêndios e explosões, sendo a segunda maior causa de morte relacionada à energia elétrica no país.

Outro aspecto relevante é o impacto econômico dessas fraudes, que geram prejuízos significativos às concessionárias e acabam sendo repassados aos demais consumidores, que arcam com os custos das perdas decorrentes das ligações clandestinas.

Além disso, o “gato” sobrecarrega a rede elétrica e torna o sistema mais suscetível a interrupções e oscilações, comprometendo a qualidade do serviço prestado e afetando toda a coletividade.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), estima que as fraudes no Brasil são gigantescas, representando mais do que 31,5 mil gigawatts, o que pode sustentar imóveis em grande parte do Estado do Mato Grosso do Sul.

As investigações prosseguem para a identificação de outros possíveis pontos de irregularidades na cidade de Caarapó. 

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