Policial / Polícia
Polícia Civil prende suspeito de crimes sexuais e perseguição à vítima em Bataguassu
Além dos crimes sexuais, ele é suspeito de ter feito três denúncias anônimas falsas ao Disque 100 contra a mãe da vítima
Da Redação
A Polícia Civil prendeu, na tarde da última sexta-feira (29), um homem investigado por crimes sexuais contra uma adolescente de 13 anos e por perseguir a vítima. A ação foi realizada em Bataguassu, por meio de operação conjunta da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) e do SIG (Setor de Investigações Gerais) da 1ª Delegacia de Polícia.
As investigações começaram em 14 de abril de 2025, após a menor — cunhada do suspeito — relatar que vinha sendo submetida a abusos sexuais e atos libidinosos de forma reiterada enquanto residia com o investigado e sua irmã.
Inicialmente, um laudo médico não confirmou a denúncia. No entanto, diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil solicitou uma nova perícia à Unidade Regional de Identificação e Perícia de Bataguassu, que corroborou integralmente a versão da vítima.
Durante as apurações, a polícia descobriu que o suspeito também vinha tentando manipular autoridades e intimidar a rede de proteção da adolescente. Ele teria feito ao menos três denúncias anônimas falsas ao Disque 100 contra a mãe da vítima. Todas foram investigadas pela Polícia Civil de São Paulo e consideradas improcedentes.
O homem ainda registrou um Boletim de Ocorrência alegando maus-tratos praticados pela mãe da menor. Para sustentar a acusação, apresentou apenas a primeira página de um documento do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), omitindo propositalmente as demais páginas, que apontavam ele próprio como autor dos abusos. Em outro episódio, chegou a dirigir ameaças veladas a uma servidora da Secretaria de Assistência Social ao ser impedido de manter contato com a vítima.
Segundo a Polícia Civil, o comportamento do investigado revela “elevado potencial lesivo e risco concreto de reiteração delitiva”. Por isso, a prisão preventiva foi decretada, visando resguardar a ordem pública, assegurar a integridade da vítima e garantir a aplicação da lei penal.
A corporação destacou que a ação reforça seu compromisso em proteger crianças e adolescentes, além de responsabilizar agressores que tentam manipular o sistema de Justiça.
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