Nacional & Geral / Saúde
Brasil sanciona lei para reduzir mortalidade de bebês prematuros e mães
Norma legal entra em vigor daqui a 120 dias
Luis Gustavo, Da Redação*
Em 2023, mais de 303 mil gestantes no Brasil deram à luz antes das 37 semanas de gestação, colocando o país entre os dez com maior número de partos prematuros no mundo. O dado expõe um grave problema de saúde pública e acendeu o alerta de autoridades.
O Ministério da Saúde reforça que, embora muitos bebês nascidos antes do tempo se desenvolvam sem sequelas, a prematuridade pode expor o recém-nascido a diversas complicações devido à imaturidade dos órgãos e sistemas.
Para enfrentar o problema, o Congresso Nacional aprovou e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.198/2025, publicada nesta terça-feira (9) no Diário Oficial da União. A norma estabelece como prioridade para o Poder Público a redução da mortalidade de bebês prematuros e de óbitos maternos.
Entre as medidas, equipes de saúde deverão orientar as gestantes durante o pré-natal sobre sinais e sintomas do trabalho de parto prematuro, identificando e acompanhando casos de risco. Se confirmada a ocorrência, a paciente deverá ser encaminhada a uma unidade especializada.
A lei também define classificações para a prematuridade: extrema (nascimentos antes de 28 semanas), moderada (28 a 31 semanas e 6 dias) e tardia (32 a 36 semanas). Os cuidados deverão considerar o peso do bebê e poderão incluir normas específicas, como o uso do método canguru, a presença de profissionais treinados em reanimação neonatal e o direito de os pais acompanharem os cuidados em tempo integral.
Entre as diretrizes, estão ainda a obrigatoriedade de atendimento em UTI neonatal por equipe multidisciplinar, acompanhamento especializado até pelo menos os dois primeiros anos de vida, calendário especial de vacinas e suporte psicológico para os pais durante a internação.
A lei também oficializa o Novembro Roxo como o mês da conscientização sobre o parto prematuro, institui o Dia Nacional da Prematuridade em 17 de novembro — em sintonia com a data mundial — e estabelece a Semana da Prematuridade, com ações de prevenção e esclarecimento.
Embora a norma só entre em vigor em 120 dias, campanhas alusivas ao Novembro Roxo já vêm sendo realizadas há anos pelo Ministério da Saúde.
Cobertura do Jornal da Nova
Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!






