Economia & Negócios / Economia
Inflação recua em agosto e arroz puxa queda nos preços ao consumidor
Queda no preço dos alimentos vai permanecer, diz ministro
Luis Gustavo, Da Redação*
O orçamento das famílias brasileiras teve um alívio em agosto, com destaque para a redução no preço do arroz. Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, nesta quarta-feira (10), o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, ressaltou que o grão foi o principal responsável pela queda no custo da alimentação.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,11% no mês passado, influenciado pela retração nos grupos habitação, alimentação e bebidas. O resultado representa 0,37 ponto percentual abaixo do índice de julho e é o primeiro negativo desde agosto de 2024, além do mais expressivo desde setembro de 2022.
Entre os alimentos, tiveram recuo de preços o tomate (-13,39%), a batata-inglesa (-8,59%), a cebola (-8,69%), o arroz (-2,61%) e o café moído (-2,17%). Nos combustíveis, também houve queda: gasolina (-0,94%), etanol (-0,82%) e gás veicular (-1,27%).
Teixeira comemorou a redução no preço do saco de cinco quilos de arroz.
“Digamos que o carro-chefe dessa deflação é o arroz. Quem pagava no ano passado, nessa época, 5 quilos de arroz a R$ 30, R$ 27, R$ 28, hoje está pagando R$ 15, R$ 16, R$ 17, R$ 18”, afirmou.
O ministro atribuiu o cenário à força da produção agrícola nacional e destacou que o último Levantamento da Safra de Grãos 2024/2025 apontou novo recorde.
“Pelo terceiro ano seguido temos recorde de safra. Também são recordes os investimentos do Plano Safra: cerca de R$ 500 bilhões no total, sendo R$ 78 bilhões destinados à agricultura familiar, que conta com juros subsidiados”, disse.
No acumulado de 2025, a inflação está em 3,15%. Já em 12 meses, a taxa é de 5,13%, levemente abaixo dos 5,23% registrados no período anterior.
Teixeira reforçou ainda que a queda não está relacionada ao chamado “tarifaço”.
“O tarifaço foi anterior, em junho, quando começou a deflação de alimentos. Essa tendência vai continuar com o governo atuando. O presidente Lula tem o controle da inflação como uma de suas maiores preocupações”, concluiu.
*Com informações da Agência Brasil.
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