Policial / Polícia
“Careca do INSS”, empresário e “advogado ostentação” são alvos da PF
Operação Cambota cumpre mandados de prisão e apreensão em investigação de desvio de recursos de aposentados
Da Redação
A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (12), Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti. Ambos são apontados como operadores de um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas. As prisões foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Além das prisões, a “Operação Cambota” cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos. Entre os alvos está o advogado Nelson Wilians, dono de um dos escritórios mais caros do país, famoso nas redes sociais pelo estilo de vida de luxo. Wilians, que não teve prisão decretada, informou em nota que colabora integralmente com as autoridades e que confia em sua inocência.
Defesa alega surpresa e irregularidades
O advogado Cleber Lopes, que representa Antunes, disse que a prisão preventiva foi determinada “a partir de uma compreensão equivocada dos fatos”. Ele afirmou que seu cliente vinha cooperando com as investigações e sempre obteve autorização judicial para viagens.
“Todos ficamos surpresos. Temos feito tudo de maneira republicana. Ele não tem tido contato com ninguém e está focado na defesa”, declarou.
Até o momento, a defesa do empresário Maurício Camisotti não se manifestou.
Movimentações financeiras e itens apreendidos
Segundo a PF, relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontam que o escritório de Nelson Wilians repassou R$ 15,5 milhões a Camisotti em transações consideradas atípicas. O advogado afirma que a relação entre eles é apenas “profissional e legal”.
Na operação desta sexta-feira, os agentes apreenderam uma Ferrari F8 (avaliada em mais de R$ 4 milhões), uma réplica do carro de Fórmula 1 McLaren MP4/8 usado por Ayrton Senna em 1993, além de esculturas eróticas, dinheiro, relógios, móveis de luxo, quadros e armas. A PF não detalhou a quem pertencem os bens recolhidos.
Esquema investigado
A "Operação Cambota" aprofunda as apurações sobre cobrança ilegal de mensalidades associativas, descontadas sem autorização dos benefícios previdenciários pagos a milhões de aposentados e pensionistas.
A PF segue analisando documentos e materiais apreendidos para identificar a participação de todos os envolvidos.
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