Em Caarapó, MPE apura denúncias de contaminação por agrotóxicos em comunidade indígena Guarani Kaiowá

Promotoria de Justiça determinou análises ambientais e oficiou órgãos de fiscalização

Da Redação


O MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Caarapó, instaurou notícia de fato para investigar possíveis casos de contaminação por agrotóxicos que estariam atingindo a comunidade indígena Guarani Kaiowá, na Terra Indígena Guyraroka.

A medida foi tomada após reportagens denunciarem a pulverização aérea de defensivos agrícolas e a presença de resíduos tóxicos na água consumida pelos moradores.

O procedimento é conduzido pelo promotor de Justiça Alexandre Estuqui Junior e prevê a expedição de ofícios para a PMA (Polícia Militar Ambiental), Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). O objetivo é apurar a regularidade da aplicação de agrotóxicos, identificar eventuais violações à legislação ambiental e analisar a qualidade da água da nascente do Córrego Ypytã e de outros mananciais próximos.

A Promotoria também solicitou à Câmara Municipal de Caarapó informações sobre a existência de legislação específica que regulamente a pulverização aérea no município.

Os órgãos notificados têm prazo de 15 dias úteis para apresentar relatórios e providências.

Segundo o MPMS, o caso é tratado como prioridade, em razão dos riscos à saúde da população indígena e à preservação ambiental.

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!


Comentários