Cidades & Região / Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul se consolida como potência exportadora com diversificação e sustentabilidade
*Da Redação
Com desenvolvimento crescente e foco estratégico nas exportações, o Mato Grosso do Sul se consolida como uma das economias mais dinâmicas do país. O Estado avança com forte diversificação produtiva, mantendo o protagonismo de cadeias consolidadas como carne, grãos e cana-de-açúcar.
De acordo com a Resenha Regional do Banco do Brasil, o MS deve registrar em 2025 o terceiro maior crescimento do PIB nacional, com projeção de alta de 5,3%, reflexo da vitalidade do agronegócio, da indústria e das exportações.
Exportações em expansão
Em 2024, o Estado exportou cerca de US$ 7,5 bilhões, consolidando-se como um dos principais exportadores do Centro-Oeste. Os principais produtos de origem agroindustrial foram:
- Soja em grãos – US$ 3,68 bilhões;
- Produtos florestais (celulose e derivados) – US$ 2,67 bilhões;
- Carnes (bovina, suína e de frango) – US$ 1,71 bilhão;
- Cereais, farinhas e preparações – US$ 222,8 milhões.
Os dez principais destinos das exportações sul-mato-grossenses são China, Estados Unidos, Países Baixos, Indonésia, Itália, Chile, Argentina, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Índia, que juntos responderam por mais de 85% do valor exportado.
A China é o principal parceiro comercial, responsável por 47,09% das exportações, seguida da União Europeia (11,89%), Estados Unidos (5,71%) e Indonésia (2,96%). O mercado chinês concentra-se na compra de soja, celulose e carne bovina, sendo que o volume de soja exportado supera 5,6 milhões de toneladas, equivalentes a US$ 2,4 bilhões.
Diversificação e sustentabilidade
A lista de produtos exportados também inclui ferro, aço, farelo de soja, milho, açúcar, melaço, couro e minérios, evidenciando o avanço da diversificação produtiva. O Estado mantém relações comerciais com 120 países, fortalecendo sua presença global e reduzindo a dependência de poucos mercados.
Para o secretário Jaime Verruck (Semadesc), o desempenho positivo reforça o dinamismo e a resiliência da economia sul-mato-grossense.
“Mesmo em um cenário de incertezas no comércio internacional, Mato Grosso do Sul conseguiu expandir suas vendas externas, com destaque para a carne bovina e para a diversificação de destinos. Esse desempenho reforça nossa competitividade e abre caminho para novos mercados”, destacou.
Cadeias produtivas e protagonismo nacional
O Mato Grosso do Sul é:
- 4º maior produtor de carne bovina do Brasil, com 3,96 milhões de cabeças abatidas;
- 2º em produção florestal e 1º em exportação de produtos florestais, com 1,75 milhão de hectares plantados (eucalipto, seringueira e pinus);
- 3º maior exportador de etanol, com US$ 98 milhões em vendas para 35 países, incluindo Holanda, Canadá, China, Egito, Iraque e Portugal.
A bioenergia tem papel estratégico na agenda ambiental e de baixo carbono, sendo pilar do programa MS Carbono Neutro 2030, que integra políticas de transição energética, agricultura sustentável, redução do desmatamento e segurança alimentar.
“Podemos destacar a solidez do desempenho de nossas exportações lideradas pela celulose, seguida de perto pela soja e com uma participação importante do setor de carnes. Somos essencialmente um Estado exportador”, reforçou Verruck.
Desenvolvimento regional e inserção global
Os investimentos em infraestrutura logística, como a Rota Bioceânica e a Rota da Celulose, ampliam a competitividade e reduzem custos de escoamento. Esse processo estimula a interiorização do desenvolvimento, com destaque para municípios como Campo Grande, Dourados, Corumbá, Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, que se consolidam como polos produtivos e industriais.
O crescimento das exportações impacta positivamente a balança comercial, gera empregos e renda, e fortalece as cadeias ligadas à produção, transporte, armazenagem e serviços de apoio. Além disso, estimula novos investimentos privados e públicos e impulsiona o avanço tecnológico e sustentável no campo e na indústria.
O cenário exportador de Mato Grosso do Sul confirma um modelo de crescimento baseado na inserção internacional, combinando agronegócio, industrialização e inovação tecnológica.
Com cadeias estáveis e diversificação de mercados, o Estado se consolida como uma potência agrícola e industrial sustentável, fortalecendo sua posição como vetor de estabilidade e prosperidade na economia brasileira. *Com informações da Semadesc
Cobertura do Jornal da Nova
Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!






