Policial / Polícia
Defron participa de operação contra organização criminosa que desviava placas solares
Ação cumpriu 34 mandados de busca e apreensão contra quadrilha que atuava em 12 municípios de seis estados
Da Redação
Foi deflagrada, nesta quinta-feira (23), a Operação Blackout IV, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no desvio de placas solares. A ação resultou no cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão em 12 municípios distribuídos pelos estados de Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará e São Paulo.
As investigações revelaram que o grupo movimentou mais de R$ 50 milhões em curto período de tempo, valores que incluíam pagamentos a motoristas responsáveis pelos desvios, servidores públicos que prestavam auxílio à organização e empresas e pessoas físicas que receptavam as cargas. O material apreendido servirá de base para novos inquéritos e para a responsabilização criminal dos envolvidos.
A operação foi coordenada pela Delegacia de Investigação de Furtos e Roubos de Cargas, da Diretoria Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil de Santa Catarina (DFRC/DEIC/PCSC), com o apoio das Polícias Civis dos seis estados participantes e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberaba (MG). Toda a ação contou ainda com suporte logístico e operacional da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A iniciativa integra o Projeto I.M.P.U.L.S.E., vinculado ao Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Enfoc), coordenado pela Diopi/Senasp.
Em Dourados, a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) cumpriu um mandado de busca no bairro Centro, em desfavor de um suspeito de 27 anos.
O caso
As investigações sobre o desvio de módulos fotovoltaicos tiveram início em 2022. Nas fases anteriores da operação, motoristas e líderes da organização criminosa já haviam sido presos. A partir das provas coletadas e da quebra do sigilo bancário autorizada pela Justiça, foi possível comprovar novos crimes de furto de cargas e identificar outros envolvidos, incluindo empresas receptoras das mercadorias desviadas.
Com base nesse conjunto de evidências, a Polícia Civil de Santa Catarina representou junto ao Poder Judiciário pela expedição dos 34 mandados de busca e apreensão, todos acolhidos integralmente pela Vara Regional de Garantias de Itajaí (SC), após manifestação favorável do Ministério Público.
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