Nacional & Geral / Brasil
Turismo rural e comunidades tradicionais: novas experiências em Paraty
Além do centro histórico, cidade promove experiências únicas das culturas caiçara e quilombola aos visitantes
Da Redação
A cidade de Paraty, no estado do Rio de Janeiro, é uma das mais conhecidas do Brasil, por conta da arquitetura colonial preservada, do contato com a natureza aos pés de serras cobertas por Mata Atlântica, do mar azul e das dezenas de roteiros culturais e gastronômicos para os visitantes conhecerem mais da cultura local.
Reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO pelo seu centro histórico, Paraty também tem se destacado na área do turismo rural e de comunidades tradicionais, mostrando que a tendência do turismo na região está lentamente se voltando para experiências autênticas de conexão com a cultura local.
Comunidades caiçaras
Um dos grandes atrativos para o turismo cultural em Paraty é a possibilidade de visita a autênticas vilas caiçaras – denominação proveniente do tupi para comunidades miscigenadas de indígenas, portugueses e africanos, no litoral de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.
Lugares como Ponta Negra e Ilha do Araújo oferecem passeios guiados pela comunidade para expor aos visitantes o modo de vida e subsistência das comunidades, geralmente dependendo de pesca, artesanato e manejo da Mata Atlântica.
Os visitantes podem ainda participar de passeios de barco em torno das ilhas do litoral para observação da vida marinha, degustar a culinária local, rica em peixes, e fazer trilhas, em busca das dezenas de cachoeiras pela região.
Quilombos
Outra oportunidade de conhecer mais a fundo a história do Brasil ao visitar Paraty é escolher alguns dos roteiros de visita a antigas comunidades quilombolas – vilas de resistência criadas por escravizados fugitivos em busca de liberdade.
Um dos lugares mais visitados é a comunidade Quilombo Campinho da Independência, localizada a cerca de 13 km de Paraty. Na visita, os turistas podem conhecer construções originais da época do Brasil Colônia e Império e descendentes diretos de escravizados que ainda residem na região.
Além disso, a visita guiada conta sobre a produção de arroz, feijão, milho, cana-de-açúcar, mandioca, graviola e laranja, que fez com que o quilombo prosperasse por muito tempo, juntamente da venda de balaios, cestas e peneiras artesanais, que garantem a renda da comunidade local.
Alguns pacotes de viagem de visitas para o quilombo ainda incluem participação de oficinas de jongo, uma dança típica africana celebrada em roda, e parada no restaurante local, que serve refeições produzidas com alimentos locais de receitas originais da comunidade fundadora do quilombo.
O amadurecimento do turismo em Paraty revela que as novas gerações de visitantes não prezam apenas pela paisagem bonita para postar em redes sociais, e sim que estão cada vez mais em busca de compreender e conhecer de forma autêntica as raízes de seu país.
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