Bolsonaro é pressionado a definir candidato para 2026

Pressão interna cresce e aliados veem Tarcísio como sucessor natural na disputa presidencial

Luis Gustavo, Da Redação*


Às vésperas da decisão sobre sua prisão preventiva, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem sido pressionado por aliados próximos — incluindo o filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — a acelerar a definição sobre quem representará seu grupo político na disputa presidencial de 2026. Segundo relatos feitos à "CNN"por pessoas que acompanharam as conversas, o aviso veio acompanhado de um alerta: a articulação nacional para a escolha do próximo candidato precisa estar alinhada aos palanques estaduais do partido.

 

De acordo com essas fontes, há uma interpretação consolidada no núcleo mais restrito de confiança do ex-presidente de que Bolsonaro deve bater o martelo, em breve, sobre seu sucessor. Apesar da cobrança, ele tem dito a interlocutores que pretende adiar a decisão para o início do próximo ano, provavelmente fevereiro. Bolsonaro argumenta que anunciar um nome com muita antecedência poderia reduzir seu próprio capital político.

 

Nos bastidores, porém, aliados do PL apontam que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é o mais cotado para encabeçar a chapa apoiada pelo ex-presidente. A vaga de vice, segundo essas mesmas fontes, seria reservada a alguém da família Bolsonaro. Nesse cenário, ganha força a possibilidade de uma dupla Tarcísio–Michelle Bolsonaro. Embora a ex-primeira-dama seja frequentemente citada como potencial candidata ao Senado pelo Distrito Federal, ela estaria aberta a compor uma chapa nacional.

 

Antes da iminente ordem de prisão, Bolsonaro relatava dificuldades para dormir, mas se mostrava tranquilo, segundo aliados. O vídeo em que admite ter tentado violar a tornozeleira eletrônica, no entanto, surpreendeu até os mais próximos. Embora se queixasse de que o dispositivo era “humilhante” e representava um gesto de “covardia” contra ele, nunca havia sinalizado que poderia tomar uma atitude tão extrema quanto danificar o equipamento.

 

Após o episódio, aliados teriam aconselhado Bolsonaro a “enfrentar” o processo e se preparar para a prisão, considerada por eles inevitável diante do agravamento da sua situação jurídica. *Com informações da CNN.

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