Celular mais seguro? Entenda a diferença entre o eSIM e o chip comum

Tecnologia de chip virtual oferece praticidade para quem viaja ou quer ter duas linhas no mesmo aparelho, mas apresenta desafios em caso de quebra ou perda do dispositivo

Por CNN Brasil


O eSIM, ou chip virtual, tem se tornado uma alternativa cada vez mais presente nos smartphones modernos, substituindo gradualmente os tradicionais chips físicos (SIM cards). A tecnologia representa uma evolução na forma como nos conectamos às redes móveis, mas traz consigo tanto benefícios quanto desafios para os usuários.

Na prática, o eSIM nada mais é do que a versão digital do chip físico, armazenada diretamente na memória do aparelho. Para ativá-lo, basta escanear um QR code fornecido pela operadora ou usar o aplicativo da empresa para fazer a instalação virtual. Essa tecnologia está disponível na maioria dos smartphones recentes, sejam iPhones ou Android, explica Adriano Ponte, do Canaltech, durante o quadro "CNN Tech".

Uma das principais vantagens destacadas pelos defensores do eSIM é a segurança em casos de roubo ou perda do aparelho. Como o chip não pode ser removido fisicamente, teoricamente dificultaria o uso do dispositivo por terceiros. No entanto, Ponte esclarece que essa segurança é relativa.

"Se eu tiver com o eSIM aqui dentro, não tem como remover, mas eu posso forçar ele a desligar", explica. Além disso, para rastreamento, não é o chip que importa, mas as tags que continuam emitindo sinal mesmo com o aparelho desligado.

A praticidade é outro ponto forte do eSIM, especialmente para quem viaja ou precisa de uma segunda linha. Com ele, é possível adicionar ou trocar de operadora sem a necessidade de um chip físico, simplificando a gestão de múltiplas linhas em um único aparelho. "Para muita gente, é mais prático numa viagem ou por alguma razão ter um segundo chip, baixar o aplicativo e cadastrar um eSIM", destaca Adriano.

Desvantagens do eSIM no dia a dia

Apesar das vantagens, o eSIM também apresenta limitações significativas. Um dos principais problemas ocorre quando o aparelho quebra ou apresenta defeitos. Com o chip físico tradicional, é possível simplesmente removê-lo e inseri-lo em outro dispositivo para continuar usando a linha. Já com o eSIM, isso se torna impossível, deixando o usuário dependente de procedimentos junto à operadora para transferir a linha para outro aparelho.

"Antes, o que eu fazia? Eu sempre tinha um celular velho na gaveta, eu tirava o chip, botava no outro antigo, até eu poder trocar o celular, mandar consertar o meu aparelho", relata a apresentadora Clarissa Oliveira, já que a tendência é que os fabricantes eliminem completamente o slot para chips físicos, como acontece em alguns modelos vendidos nos Estados Unidos.

Outra questão é a ativação do eSIM em novos dispositivos. Embora o processo seja simples, envolvendo o escaneamento de um QR code ou o uso do aplicativo da operadora, ele exige que o aparelho esteja funcionando para completar a transferência. Em caso de problemas com o smartphone atual, isso pode representar um obstáculo significativo.

A tendência é que os fabricantes continuem oferecendo ambas as opções por algum tempo, permitindo que o usuário escolha entre o chip físico e o eSIM conforme sua preferência e necessidade. No entanto, alguns modelos já começam a abandonar completamente o suporte ao chip físico, sinalizando que o futuro pode ser totalmente digital nesse aspecto.

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