Policial / Polícia
Suspeito de esvaziar conta de professora em Batayporã devolve mais de R$ 32 mil
Ressarcimento integral foi feito após acordo com advogado da vítima, mas investigação segue em andamento
Da Redação
Rafael Guimarães Pires, de 29 anos, acusado de esvaziar as contas bancárias de uma professora de 35 anos, no município de Batayporã, devolveu integralmente o valor de R$ 32.762,00 subtraído da vítima. O ressarcimento foi efetuado nesta segunda-feira (29), após negociação intermediada por advogado contratado pela professora.
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A confirmação do pagamento foi repassada por familiares da vítima ao Jornal da Nova. Segundo as informações, o advogado entrou em contato com o suspeito e formalizou um acordo para a devolução total do montante retirado das contas bancárias entre os dias 23 e 25 deste mês, por meio do aparelho celular da professora.
Em contato com a reportagem, o delegado Filipe Davanso, titular da Delegacia de Polícia Civil de Batayporã e responsável pela condução das investigações, informou que foi apresentado um contrato referente ao acordo, mas destacou que ainda não ouviu formalmente nenhuma das partes no procedimento policial.
O delegado explicou ainda que, embora a devolução do dinheiro possa ser enquadrada no instituto jurídico conhecido como “arrependimento posterior”, isso não impede a continuidade da investigação. “O arrependimento posterior pode gerar redução de pena em crimes dessa natureza, desde que haja reparação do dano, mas não afasta o prosseguimento do procedimento policial”, esclareceu.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que deverá ouvir vítima e investigado nos próximos dias para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.
Caso
No último dia 25, a Delegacia de Polícia Civil de Batayporã, registrou a ocorrência envolvendo crime de furto qualificado mediante abuso de confiança, praticado por meio de acesso indevido a aplicativo bancário da vítima, uma professora.
Conforme narrado no registro policial, a vítima relatou que entregou seu aparelho celular ao investigado para fins de reparo técnico e, confiando na experiência profissional do suspeito, acabou informando a senha de desbloqueio do dispositivo, a qual também possibilitava o acesso a aplicativos bancários.
Posteriormente, foram constatadas diversas movimentações financeiras não autorizadas, incluindo transferências via PIX, compras com cartão de débito e contratação de crédito bancário, ocasionando prejuízo financeiro superior a R$ 32 mil.
Uma das operações foi uma transferência de R$ 2.000,00 destinada a uma plataforma de apostas de quota fixa, ou seja, jogos de azar.
Diante dos fatos, foi instaurado Inquérito Policial, com início imediato das apurações, visando à completa elucidação das circunstâncias, identificação de eventuais responsabilidades penais e adoção das medidas legais cabíveis.
O caso segue sob investigação, e novas informações poderão ser divulgadas oportunamente, respeitado o sigilo necessário às diligências.
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