Policial / Polícia
DAM de Bataguassu obtém condenação de 13 anos por estupro de vulnerável praticado no ambiente virtual
Investigação da Polícia Civil resultou em prisão interestadual e reforça que crimes sexuais contra adolescentes também se configuram sem contato físico
Da Redação
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Bataguassu, alcançou um resultado expressivo no combate aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes, com a condenação de um investigado a 13 anos de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável na modalidade virtual, entre outros delitos correlatos.
A investigação teve início no município de Bataguassu, onde residia a vítima, uma adolescente. As apurações revelaram a prática reiterada de atos libidinosos mediante grave ameaça, cometidos por meio de aplicativos de mensagens. Embora não tenha havido contato físico, a conduta foi corretamente enquadrada como estupro de vulnerável, entendimento integralmente acolhido pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário, reforçando o reconhecimento de que esse tipo de crime também se consuma no ambiente digital.
Durante o curso das diligências, a Polícia Civil identificou que o investigado residia no município de Fátima, na Bahia. Diante disso, uma equipe de Mato Grosso do Sul se deslocou até o estado baiano para cumprir o mandado de prisão preventiva, evidenciando o elevado grau de comprometimento, a técnica investigativa e a capacidade de atuação interestadual da instituição.
As investigações também apontaram que, mesmo após ter sido colocado em liberdade provisória, o investigado voltou a praticar delitos de natureza semelhante, desta vez contra outra vítima no Estado de Minas Gerais. Em razão desses novos fatos, a Justiça mineira decretou nova prisão preventiva em outubro de 2025, destacando a gravidade da conduta e a necessidade de segregação cautelar para garantia da ordem pública.
Segundo a autoridade policial responsável pelo caso, o trabalho técnico e minucioso da Polícia Civil foi decisivo para a produção de provas robustas, identificação da autoria e responsabilização penal do investigado. A atuação integrada com o Ministério Público e o Poder Judiciário, conforme ressaltado, reafirma o compromisso institucional com a proteção integral de crianças e adolescentes e com o enfrentamento rigoroso dos crimes sexuais, inclusive aqueles praticados por meios virtuais.
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