Casamento PP e União deve levar quase 20% do fundo eleitoral, diz estudo

Assim que autorizada pelo TSE, megafederação desbancará PL e PT no acesso ao fundo para o financiamento de campanhas

Por CNN Brasil


A federação União Progressista concentrará R$ 953,6 milhões de recursos públicos para investir na corrida eleitoral deste ano. A quantia corresponde a cerca de 20% (19,2%) do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

A projeção foi realizada pelos cientistas políticos Henrique Cardoso Oliveira e Jaime Matos, da Fundação 1º de Maio, após sanção do presidente Lula ao Orçamento de 2026. Neste ano a fatia destinada aos partidos será de R$ 4,9 bilhões.

Com o casamento firmado, União Brasil e PP assumirão o topo da lista de legendas com mais recursos para as eleições. Os critérios para distribuição consideram a representação das siglas na Câmara dos Deputados.

No ranking, o "super" partido - que deve contar com 12 senadores e 109 deputados - passará à frente das siglas que, historicamente, dominaram os recursos do fundo: PT e PL.

De acordo com o cálculo, em 2026 o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro descerá para o segundo lugar, acumulando um fundo partidário de R$ 886,7 milhões. Os petistas poderão gastar cerca de R$ 619,7 milhões.

A fila ainda conta com o PSD, legenda de Gilberto Kassab, com R$ 420,8 milhões.

Para existir formalmente nas eleições deste ano, a megafederação precisa receber aval do Tribunal Superior Eleitoral até seis meses antes do primeiro turno.

Confira abaixo a projeção feita pelo Instituto 1º de Maio para a distribuição do fundo eleitoral.

Projeção feita pelo Instituto 1º de Maio - Reprodução/CNN Brasil

Fundo Eleitoral

O fundo eleitoral surgiu como alternativa ao fim do financiamento privado de campanhas eleitorais, definido pelo Supremo Tribunal Federal em 2015, na esteira da "Operação Lava-Jato".

Desde então, pessoas jurídicas e empresas não podem fazer doações a candidatos. A medida é permitida para pessoas físicas, com restrições.

No STF, uma ação movida pelo Solidariedade busca retomar a modalidade de financiamento. O partido de Paulinho da Força argumenta que os recursos são insuficientes para custear as eleições, além de serem distribuídos de forma desigual.

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