Operação desarticula esquema de fraude eletrônica e prende cinco na Capital

Investigação do Garras aponta prejuízo superior a R$ 4 milhões a instituições financeiras; bens e valores foram bloqueados pela Justiça

Da Redação


A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a "Operação Chargeback", com o objetivo de cumprir mandados judiciais de busca domiciliar e prisão temporária em Campo Grande. A ação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Especializada (DPE) e contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf), da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (Defurv) e da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Objetos apreendidos e agentes em local alvo da operação - Foto: Polícia Civil/Divulgação

A operação é resultado de investigação conduzida pelo Garras para apurar crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais. Conforme apurado, desde 2023 um grupo criminoso vinha utilizando máquinas de cartão para realizar vendas simuladas, com pagamentos efetuados por meio de cartões de crédito de terceiros, obtidos de forma ilícita.

O esquema consistia em antecipar os valores das transações junto às instituições financeiras. Posteriormente, os verdadeiros titulares dos cartões contestavam as compras, comprovadamente fraudulentas, gerando prejuízo direto às operadoras e aos bancos envolvidos. Até o momento, o dano financeiro apurado já ultrapassa R$ 4 milhões.

Diante das provas reunidas, a Polícia Civil representou pela expedição de mandados de prisão temporária, de busca e apreensão e pela indisponibilidade de bens dos investigados, medidas que foram deferidas pelo Poder Judiciário. Ao todo, a Operação Chargeback cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e cinco prisões cautelares.

Durante as diligências, também foi determinado o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 2 milhões em contas bancárias vinculadas aos integrantes do grupo criminoso. Os policiais apreenderam uma pistola Glock com numeração adulterada, carregadores (comum e prolongado), cerca de 100 munições calibre 9 milímetros, oito máquinas de cartão, aproximadamente 40 cartões de crédito em nomes de terceiros, um veículo importado, além de celulares, computadores e outros materiais de interesse para a investigação.

Os cinco suspeitos, com idades de 21, 28, 30 e dois de 32 anos, permanecem presos cautelarmente e estão à disposição da Justiça, enquanto as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o rastreamento dos valores desviados.

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