Policial / Polícia
Nova-andradinense é acusada de golpes com criptomoedas causando prejuízo de R$ 50 mil em Batayporã
Três mulheres registraram ocorrência após realizar aportes financeiros e não receberem os rendimentos nem a devolução do capital investido
Luis Gustavo, Da Redação
Três mulheres, de 27, 28 e 38 anos procuraram a Delegacia de Polícia Civil de Batayporã para registrar uma ocorrência de fraude eletrônica envolvendo supostos investimentos em criptomoedas. Segundo o relato, elas foram induzidas a realizar diversos aportes financeiros após receberem promessas de altos rendimentos mensais, mas acabaram acumulando um prejuízo estimado em R$ 50 mil.
De acordo com o boletim policial, o caso teve início em meados de 2024, quando uma das vítimas foi abordada por uma mulher, de 26 anos, identificada por Fabiola Santos Bernardes, natural de Nova Andradina, mas com endereço em Batayporã, que se apresentava como investidora e consultora na área de criptoativos. A proposta consistia na gestão de investimentos com promessa de retorno financeiro de até 10% ao mês, por meio de contratos com validade de seis meses.
Confiando na oferta, a vítima realizou um primeiro aporte de R$ 2 mil, com previsão de retorno ao final do contrato. Posteriormente, houve a renovação do acordo e um novo investimento no valor de R$ 5,5 mil, com vencimento previsto para 2025. Durante conversas informais, a proposta acabou sendo apresentada a outras duas mulheres, que também decidiram investir.
Uma das novas investidoras relatou ter aplicado R$ 15 mil em dezembro de 2024, com promessa de pagamento mensal de R$ 1,5 mil. Após receber apenas um pagamento e ser novamente convencida a investir mais R$ 15 mil, passou a não receber novos rendimentos nem a restituição do valor aplicado, acumulando prejuízo de R$ 30 mil.
A terceira vítima informou que, em janeiro de 2025, também realizou um aporte de R$ 15 mil, com promessa de rendimento mensal de 10%, valor que nunca foi pago.
As vítimas relataram que os valores foram transferidos diretamente para contas bancárias vinculadas à suspeita e que, em todos os casos, foram firmados contratos de prestação de serviços de consultoria e gestão em criptomoedas. A maior parte das negociações ocorreu por meio do aplicativo WhatsApp, e prints das conversas foram apresentados à polícia como prova das promessas e das justificativas para a falta de pagamento.
Ainda segundo o registro, a suspeita alegava repetidamente que suas contas bancárias estariam bloqueadas, sem, no entanto, regularizar os pagamentos ou devolver os valores investidos.
O caso foi registrado como fraude eletrônica e será apurado pela Polícia Civil.
A reportagem tentou contato com a suspeita, mas sem sucesso e deixa espaço aberto para esclarecimentos.
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