Cidades & Região / Nova Andradina
Terreno em Nova Casa Verde é alvo de disputa e caso vai parar na Polícia Civil
Advogado denuncia invasão com instalação de container; grupo de mulheres afirma ter autorização do Vicente Lichoti para uso da área. Diretor da Agehnova nega
Da Redação
Um terreno localizado na Avenida Dilson Casarotto, em Nova Casa Verde, distrito de Nova Andradina, tornou-se alvo de disputa e foi objeto de registro policial nesta semana.
Conforme apuração do Jornal da Nova, o advogado que representa a proprietária da área procurou a unidade policial relatando que o imóvel, situado no mesmo distrito, teria sido invadido por terceiros. Segundo a denúncia, no local foram instalados um container e construído um banheiro, sem autorização da dona do terreno.
De acordo com o registro policial, duas mulheres teriam se identificado como responsáveis pela ocupação, apresentando documento em nome de "Instituto Cerrado Guarani". O comunicante informou não possuir mais detalhes sobre as autoras e solicitou providências legais.
Versão apresentada à Polícia
Em complementação ao boletim de ocorrência, uma das citadas compareceu à unidade policial e apresentou sua versão dos fatos. Ela relatou que o acesso ao terreno teria sido liberado pelo diretor da Agehnova (Agência de Habitação de Nova Andradina) responsável pelos lotes na região, vinculado à administração municipal. Segundo declarou, a área foi destinada ao “Grupo Sol Nascente”, coletivo formado por aproximadamente 30 mulheres.
Ainda conforme a declaração, o terreno estaria desocupado há cerca de 20 anos e, desde 2023, haveria prazo concedido pela Prefeitura para regularização da situação. A representante do grupo sustenta que a ocupação ocorreu dentro desse contexto.
O caso foi registrado para apuração e adoção das medidas cabíveis.
Posicionamento sobre a regularização
Em nota, o diretor da Agehnova, Vicente Lichoti, o responsável pela área informou que, desde o primeiro semestre do ano passado, houve tentativas do grupo de ocupar o lote da quadra 42, onde um container estava posicionado em via pública.
Segundo a manifestação, não foi emitida qualquer autorização para construção no imóvel. O grupo teria sido orientado a buscar entendimento com quem, à época, reivindicava a posse da área.
Ainda conforme o esclarecimento, o terreno foi regularizado neste mês e possui Certidão emitida pela Comissão de Regularização Fundiária, instituída pela Lei Complementar nº 223/2018, responsável por avaliar e validar os procedimentos de regularização no Distrito de Nova Casa Verde.
A nota também informa que o processo de regulamentação fundiária do distrito, retomado em dezembro de 2025, integra as metas da atual gestão. Com apoio de vereadores, da Procuradoria do Município, da Comissão de Regularização Fundiária e da comunidade local, foi reaberto prazo até 1º de junho de 2026 para que moradores com posse de imóveis irregulares possam registrar suas propriedades.
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