Funcionário é preso por desviar mais de R$ 664 mil de indústria em Naviraí

Investigação aponta 61 transferências fraudulentas desde 2023; suspeito usava sistema interno para alterar dados bancários e gerar pagamentos em duplicidade

Da Redação


Um funcionário de 27 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil na última quinta-feira (26), em Naviraí, suspeito de desviar recursos da empresa onde trabalhava. A prisão ocorreu após a identificação de uma nova transferência considerada fraudulenta, no valor de R$ 14.288,00.

Polícia Civil prendeu funcionário suspeito de desviar mais de R$ 664 mil por meio de fraudes - Foto: Polícia Civil

Por volta das 13h, a diretoria da empresa acionou a Polícia Civil ao constatar movimentação financeira irregular no sistema interno. Equipes da Seção de Investigações Gerais (SIG) da Primeira Delegacia de Polícia de Naviraí foram até a sede da indústria, onde localizaram o suspeito e efetuaram a prisão.

Conforme as investigações, o funcionário atuava no setor responsável pelos pagamentos a fornecedores e teria utilizado um mecanismo fraudulento para desviar valores. Segundo apurado no inquérito, ele antecipava pagamentos a fornecedores e, antes do processamento bancário, substituía os dados das empresas pelos de sua própria conta.

Na data correta de vencimento, o pagamento legítimo era realizado ao fornecedor, o que gerava duplicidade de transferência. Com isso, o investigado se apropriava indevidamente de um dos valores, sem levantar suspeitas imediatas.

A auditoria interna da empresa, iniciada em 18 de fevereiro deste ano, apontou que o esquema estaria em funcionamento desde setembro de 2023. Até o momento, foram identificados 61 episódios semelhantes, com prejuízo estimado em R$ 664.114,56. A Polícia Civil não descarta que o valor total seja ainda maior, já que a apuração segue em andamento.

Há indícios de que os crimes teriam sido motivados por problemas pessoais relacionados a jogos on-line, informação que também é objeto de investigação.

O homem foi autuado por furto qualificado mediante abuso de confiança e emprego de fraude. Ele permanece à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil continua analisando documentos e movimentações financeiras para dimensionar o prejuízo total causado à empresa.

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