Polícia Civil cumpre mandados em Goiás contra grupo suspeito de estelionato com cartões fraudados

Investigação da 3ª Delegacia de Campo Grande aponta esquema estruturado de fraude e lavagem de dinheiro; celulares apreendidos serão periciados

Da Redação


A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul cumpriu, nesta terça-feira (3), dois mandados de busca e apreensão no município de Caldas Novas (GO), no âmbito de investigação que apura a prática de estelionato mediante uso de cartões de crédito fraudados e lavagem de dinheiro.

A ação foi coordenada pela 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, com apoio operacional do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) da Polícia Civil de Goiás.

De acordo com as apurações, os investigados teriam utilizado dados obtidos de forma ilícita para habilitar linhas telefônicas, abrir contas bancárias, contratar empréstimos e realizar compras com cartões de crédito adquiridos fraudulentamente. O esquema teria causado prejuízo significativo à vítima.

Esquema estruturado

Equipes da Polícia Civil de MS e do GEIC de Goiás durante cumprimento de mandados - Fotos: Polícia Civil/Divulgação

Conforme os elementos reunidos até o momento, o grupo atuava de forma organizada e em etapas sucessivas. Inicialmente, criava uma aparência de regularidade cadastral por meio da habilitação de linhas telefônicas e abertura de contas bancárias. Em seguida, acessava limites de crédito e formalizava contratações financeiras.

Na etapa final, os valores obtidos de forma ilícita eram convertidos em mercadorias e transações em redes varejistas, realizadas em curto espaço de tempo. Essa dinâmica, segundo a investigação, dificultava a rastreabilidade dos recursos e a identificação dos beneficiários finais, caracterizando prática típica de lavagem de dinheiro.

Entregas em Goiás e apreensões

Durante as diligências, foram identificados dois endereços em Caldas Novas onde teriam ocorrido entregas de produtos adquiridos com os cartões fraudados.

Nas buscas, quatro aparelhos celulares foram apreendidos. Os dispositivos serão submetidos à perícia técnica, com o objetivo de extrair dados que possam contribuir para a identificação de outros envolvidos, aprofundamento das investigações e eventual recuperação de ativos.

A Polícia Civil não divulgou os nomes dos investigados, e o caso segue sob apuração.

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