Dracco apoia operação que desarticula esquema do “falso advogado” e identifica seis investigados em MS

Investigação da Polícia Civil do DF contou com apoio de unidades especializadas de MS; esquema aplicava fraudes pela internet e chegou a ser operado de dentro de presídio em Dourados

Da Redação


Uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou um esquema criminoso de fraude eletrônica conhecido como golpe do “falso advogado”. A ação contou com apoio operacional da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), com destaque para a atuação do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), além da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e das Delegacias de Polícia de Caarapó e Juti.

As diligências foram realizadas nas cidades de Dourados e Juti, no sul do Estado, como parte das investigações conduzidas pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Decor) da PCDF.

Equipes da Polícia Civil do DF e de MS atuaram de forma integrada para desarticular esquema do golpe do “falso advogado” - Fotos: Polícia Civil

De acordo com a investigação, o grupo criminoso aplicava o chamado golpe do “falso advogado”, modalidade de estelionato eletrônico que consiste em abordar vítimas por meio de aplicativos de mensagens. Os criminosos utilizavam o nome e a foto de advogados reais que atuavam em processos judiciais das vítimas para se passar pelos profissionais e solicitar transferências financeiras sob a alegação de taxas ou custos urgentes para a liberação de valores ou conclusão de processos.

No caso apurado, a vítima, uma pessoa idosa, foi induzida a realizar transferências para contas controladas pelos criminosos. O grupo ainda tentou obter um segundo repasse de valor ainda maior, mas a tentativa foi frustrada após a fraude ser descoberta.

Um dos pontos mais graves revelados pelas investigações é que parte das comunicações utilizadas no golpe foi realizada de dentro de um estabelecimento prisional em Dourados, evidenciando que a prática criminosa ocorreu mesmo durante o cumprimento de pena privativa de liberdade.

Aparelhos celulares apreendidos na operação - Foto: Polícia Civil/Divulgação

Outro elemento identificado foi a participação de uma advogada regularmente inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que, segundo a investigação, teria atuado como peça central na tentativa de dissimular a origem ilícita dos valores obtidos com as fraudes.

Ao todo, seis pessoas foram identificadas e indiciadas pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas máximas previstas podem chegar a 26 anos de reclusão.

A operação reforça a importância da atuação integrada entre as forças policiais e evidencia o papel estratégico do Dracco-MS no apoio a investigações complexas envolvendo organizações criminosas e crimes cibernéticos com ramificações interestaduais.

Buscas em presídio e endereço alvo da operação - Fotos: Polícia Civil/Divulgação

Cobertura do Jornal da Nova

Quer ficar por dentro das principais notícias de Nova Andradina, região do Brasil e do mundo? Siga o Jornal da Nova nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, Threads e no YouTube. Acompanhe!


Comentários