Policial / Polícia
Mulheres já representam 40% do efetivo na Polícia Científica de Mato Grosso do Sul
Profissionais atuam em todas as etapas da perícia, desde o atendimento em locais de crime até análises laboratoriais e identificação humana
Da Redação
Mulheres têm presença cada vez mais significativa na Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, onde representam cerca de 40% do efetivo e atuam em diversas etapas da atividade pericial, desde o atendimento em locais de crime até análises laboratoriais, exames médico-legais e identificação por impressões digitais.
Mulheres representam cerca de 40% do efetivo da Polícia Científica de MS e atuam em diversas áreas da perícia criminal - Fotos: Maria Ester Jardim Rossoni, PCi-MS
O trabalho começa no local do fato, onde vestígios são identificados, registrados e preservados para subsidiar as investigações. A perita criminal Karla Gonçalves da Cruz, do Núcleo de Perícias Externas em Campo Grande, destaca que o isolamento e a preservação da área são fundamentais para garantir a integridade das evidências.
Parte do material coletado segue para análises especializadas, como DNA, balística e documentoscopia. Já na medicina legal, exames ajudam a esclarecer casos de violência e mortes suspeitas. A médica-legista Taís Cristina Zottis Barsaglini ressalta que os laudos técnicos são baseados em evidências científicas e fundamentais para a Justiça.
Na papiloscopia, a perita Juliana Cardozo da Silva explica que a análise de impressões digitais contribui para confirmar identidades e auxiliar na elucidação de crimes, muitas vezes a partir de fragmentos mínimos de digitais.
Nos bastidores, a agente Romilda Fleitas participa dos exames necroscópicos, acompanhando desde a recepção do corpo até a liberação para a funerária, sempre com atenção à cadeia de custódia e ao atendimento às famílias.
Da coleta de vestígios às análises laboratoriais, essas profissionais integram diferentes áreas da perícia e contribuem diretamente para a produção de provas técnicas utilizadas pela Justiça.
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