Cidades & Região / Campo Grande
Cesta básica em Campo Grande cai para R$ 780,29 em fevereiro
Levantamento da Conab e do Dieese aponta redução de 0,40% no mês; tomate e batata puxam queda, enquanto feijão registra forte alta
Da Redação
O custo da cesta básica em Campo Grande registrou leve queda em fevereiro de 2026, atingindo R$ 780,29. O valor representa redução de 0,40% em relação a janeiro, conforme a Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos divulgada nessa segunda-feira (9). O levantamento é realizado em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
De acordo com o estudo, nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica apresentaram queda nos preços médios entre janeiro e fevereiro na capital sul-mato-grossense. As maiores reduções foram registradas no tomate (-9,23%), batata (-5,12%), óleo de soja (-3,65%) e leite integral (-3,40%). Também tiveram diminuição a banana (-3,10%), açúcar cristal (-1,74%), farinha de trigo (-1,35%), manteiga (-1,31%) e café em pó (-0,02%).
Por outro lado, quatro itens tiveram aumento de preço no período. O destaque foi o feijão carioca, com alta de 22,05%, seguido pelo arroz agulhinha (3,48%), pão francês (0,89%) e carne bovina de primeira (0,63%).
Variação em 12 meses
No acumulado dos últimos 12 meses, oito dos 13 produtos registraram queda nos preços em Campo Grande. O arroz agulhinha apresentou a maior redução (-37,78%), seguido pelo açúcar cristal (-18,16%) e pelo leite integral (-13,68%).
Também ficaram mais baratos a batata (-12,19%), banana (-2,70%), manteiga (-2,69%), óleo de soja (-1,25%) e farinha de trigo (-0,45%).
Já entre os itens que ficaram mais caros no período estão o café em pó (23,13%), feijão carioca (16,96%), pão francês (6,30%), carne bovina de primeira (3,46%) e tomate (1,23%).
Tendência recente de preços
Na comparação entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, o levantamento mostra redução no preço médio de oito produtos da cesta básica. As maiores quedas ocorreram no óleo de soja (-11,33%), leite integral (-11,13%) e farinha de trigo (-5,40%).
Também registraram diminuição a banana (-5,33%), açúcar cristal (-5,06%), batata (-4,66%), café em pó (-3,83%) e arroz agulhinha (-3,25%).
Por outro lado, cinco itens tiveram alta no período: tomate (27,71%), feijão carioca (15,93%), carne bovina de primeira (0,41%), pão francês (0,11%) e manteiga (0,09%).
Comprometimento da renda
O levantamento também aponta que o peso da cesta básica no orçamento do trabalhador diminuiu. Considerando o salário mínimo líquido — após o desconto de 7,5% destinado à Previdência Social — o comprometimento da renda com a compra dos alimentos caiu para 52,04% em fevereiro de 2026.
Em janeiro, esse índice era de 52,25%, enquanto em fevereiro de 2025 representava 55,12%. Na prática, o resultado indica que o trabalhador campo-grandense conseguiu adquirir mais alimentos básicos comprometendo uma parcela menor do salário.
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