Polícia Civil apreende 210 kg de skunk e prende três por tráfico em Corumbá

Drogas avaliadas em cerca de R$ 5 milhões foram encontradas em imóvel no bairro Nova Corumbá; local seria usado como depósito e preparação de entorpecentes para distribuição

Da Redação


A Polícia Civil realizou, nessta terça-feira (10), uma grande apreensão de drogas no bairro Nova Corumbá, em Corumbá, que resultou na prisão de dois homens e uma mulher suspeitos de tráfico de drogas. Durante a ação, os policiais retiraram de circulação aproximadamente 210 quilos de skunk, além de outras substâncias entorpecentes, causando um prejuízo estimado em R$ 5 milhões às organizações criminosas.

A operação teve início após uma denúncia indicando atividade de tráfico na região. A partir das informações recebidas, equipes da Polícia Civil iniciaram um trabalho de inteligência e monitoramento, durante o qual foi observada intensa movimentação de veículos no imóvel investigado, considerada suspeita pelos investigadores.

Com base nos elementos reunidos durante a investigação, os policiais realizaram a abordagem no local. Logo no primeiro contato, um dos indivíduos presentes demonstrou nervosismo, o que reforçou as suspeitas da equipe. Durante a vistoria inicial na residência, os agentes localizaram uma grande quantidade de skunk, variedade de maconha com alto teor de concentração da substância psicoativa.

No decorrer das diligências, também foram encontrados uma quantidade significativa de “ice” — um derivado da maconha com valor de mercado mais elevado — e diversas cápsulas contendo cocaína. Segundo a investigação, as cápsulas possivelmente seriam utilizadas por “mulas”, pessoas recrutadas para transportar drogas em rotas de tráfico interestadual.

De acordo com a Polícia Civil, o imóvel funcionaria como um ponto de armazenamento e preparação de entorpecentes, conhecido no meio criminoso como “guarda-roupa”, onde as drogas são organizadas antes de serem distribuídas para diferentes rotas de tráfico.

Além do impacto no tráfico interestadual, a polícia destaca que parte dessas drogas costuma abastecer pontos de venda locais, conhecidos como “biqueiras” ou “bocas de fumo”, que alimentam o tráfico urbano e acabam associados a outros crimes, como furtos, roubos e receptação, frequentemente praticados por usuários em busca de sustentar o vício.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema e possíveis conexões com organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas na região de fronteira.

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