Inflação perde força em março, mas alimentos pressionam alta do IPCA-15

Prévia oficial desacelera para 0,44% no mês, enquanto índice em 12 meses permanece dentro da meta do governo

Luis Gustavo, Da Redação*


A prévia da inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,44% em março, mostrando desaceleração em relação ao índice de 0,84% apurado em fevereiro. Apesar da perda de força, o resultado foi pressionado principalmente pelo aumento nos preços dos alimentos.

 

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em comparação com março do ano passado, quando a taxa foi de 0,64%, o índice atual também ficou mais baixo. No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 soma alta de 3,9%, permanecendo dentro da meta de inflação do governo, que é de 3%, com margem de tolerância de até 4,5%.

 

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram aumento de preços na passagem de fevereiro para março. O principal destaque foi o grupo de alimentação e bebidas, que subiu 0,88% e respondeu por impacto de 0,19 ponto percentual no índice geral.

 

Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 1,10%, impulsionada por aumentos expressivos em itens como açaí (29,95%), feijão-carioca (19,69%), ovo de galinha (7,54%), leite longa vida (4,46%) e carnes (1,45%). Já a alimentação fora do domicílio registrou elevação de 0,35%.

 

Outros grupos também contribuíram para o resultado, como despesas pessoais (0,82%), saúde e cuidados pessoais (0,36%) e transportes (0,21%). Entre os itens individuais, as passagens aéreas tiveram o maior impacto, com alta de 5,94% no mês.

 

Por outro lado, os combustíveis apresentaram leve queda média de 0,03%. Houve redução nos preços do gás veicular (-2,27%), etanol (-0,61%) e gasolina (-0,08%), enquanto o óleo diesel subiu 3,77%.

 

A variação dos combustíveis segue sob atenção devido aos impactos do cenário internacional, especialmente em função de tensões envolvendo o Irã, que têm afetado a cadeia global de petróleo. No Brasil, houve reajuste no diesel e medidas do governo para conter a alta, como a redução de tributos federais.

 

O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial e utiliza metodologia semelhante ao IPCA, diferindo principalmente no período de coleta e na abrangência. Nesta divulgação, os preços foram coletados entre 13 de fevereiro e 17 de março.

 

O índice cheio do IPCA referente a março será divulgado no próximo dia 10 de abril. *Com informações da Agência Brasil.

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