Gaeco cumpre 23 mandados na 2ª fase da 'Operação Pretense' em MS

Ação investiga fraudes em licitações, corrupção e desvio de recursos públicos em Coronel Sapucaia e outras três cidades

Da Redação


O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira (31) a segunda fase da "Operação Pretense", denominada "Mão Dupla", com foco na apuração de supostas fraudes em licitações e contratos públicos no município de Coronel Sapucaia.

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Ao todo, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, 13 mandados de medidas cautelares diversas, dois mandados de busca pessoal e duas decisões de suspensão do exercício de função pública. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) e são cumpridas nas cidades de Coronel Sapucaia, Amambai, Ponta Porã e Caarapó.

Gaeco cumpre mandados em quatro cidades de MS na 2ª fase da "Operação Pretense" - Fotos: MPE-MS

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça estão a proibição de acesso às dependências da Administração Pública de Coronel Sapucaia, a proibição de contato entre investigados e a monitoração eletrônica.

De acordo com o MPMS, a nova etapa da operação é um desdobramento da primeira fase da Operação Pretense, deflagrada em 18 de dezembro de 2024, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão envolvendo a Prefeitura de Coronel Sapucaia e empresas ligadas a um grupo familiar do município.

Gaeco cumpre mandados em quatro cidades de MS na 2ª fase da Operação Pretense - Foto: MPE-MS

Nesta segunda fase, a investigação aponta a suposta prática de crimes como fraude em processos licitatórios e nos contratos deles decorrentes, peculato-desvio, corrupção passiva e pagamentos irregulares em contratos públicos. Segundo o Ministério Público, os fatos investigados envolvem agentes políticos, secretários municipais, servidores públicos e empresários com atuação em Coronel Sapucaia.

O nome "Mão Dupla" faz referência, conforme o MPMS, a um bordão atribuído a um agente político investigado e que seria usado com frequência nas tratativas para contratações públicas ilegais: “Você me ajuda que eu te ajudo”.

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