Com alta nas notificações, Batayporã intensifica combate à dengue e chikungunya

Boletim aponta aumento expressivo dos casos em análise e município reforça ações de controle e convoca população a eliminar criadouros

Ascom/PMB


O número de notificações de arboviroses em Batayporã apresentou aumento na última semana, acompanhado de crescimento nos casos confirmados de chikungunya. Os dados são monitorados pela Secretaria Municipal de Saúde, que tem intensificado as ações de controle e prevenção.

Conforme a última edição do Boletim Epidemiológico, os registros saltaram de 125 para 212 notificações, ou seja, casos suspeitos, que ainda estão em análise, entre os períodos de 10 a 16 de abril e 16 a 23 de abril — um crescimento de aproximadamente 70%.

No detalhamento por doença, os casos confirmados de dengue passaram de 2 para 3. Por outro lado, os casos em investigação subiram de 82 para 123, indicando um volume significativo de exames pendentes, que pode impactar o cenário nos próximos dias.

Já em relação à chikungunya, o avanço é mais expressivo. Os casos confirmados saltaram de 22 para 43, enquanto as notificações em análise subiram de 80 para 123, um aumento de 53,7% nesta última categoria.

A enfermeira Angela Rocha, coordenadora da Vigilância em Saúde, explica que os sintomas das arboviroses podem ser bastante semelhantes, o que exige atenção da população. “Dengue, zika e chikungunya apresentam sinais parecidos, como febre, dores no corpo e nas articulações, dor de cabeça e cansaço. Por isso, é fundamental que, ao perceber qualquer sintoma, a pessoa procure atendimento para avaliação adequada”, orienta.

A profissional também reforça a importância da vacinação contra a dengue, disponível no município para os grupos prioritários pautados pelo Ministério da Saúde - crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, além de trabalhadores da Atenção Primária à Saúde.

“A vacina é uma ferramenta importante de proteção e está disponível para o público-alvo nas unidades de saúde. É essencial que pais e responsáveis procurem as ESFs para garantir a imunização”, destacou. As doses estão disponíveis nas Estratégia de Saúde da Família (ESF) Santo Antônio e Santa Luzia, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 10h30 e das 13h às 16h30.

Ações

Paralelamente, o município tem intensificado as ações de vigilância e controle do vetor. Equipes de agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate a endemias (ACE) anteciparam bloqueios focais e mecânicos em áreas com maior incidência do mosquito. Essas ações consistem na eliminação direta de criadouros, com vistoria em imóveis, remoção de recipientes com água parada e orientação aos moradores.

Já o bloqueio químico é realizado pela equipe de endemias, com aplicação de inseticida em pontos estratégicos, visando reduzir a população de mosquitos adultos em circulação.

Desde a última semana, a Vigilância Entomológica também realiza a instalação de ovitrampas — armadilhas padronizadas utilizadas para monitoramento do mosquito. Os dispositivos funcionam como pontos de postura, permitindo a coleta e análise de ovos, o que possibilita identificar precocemente áreas com maior atividade reprodutiva e direcionar as ações de controle com maior precisão.

O cenário foi tema de entrevista na rádio local na última quarta-feira (22), com a participação da secretária municipal de Saúde, Letícia Sanches, e do coordenador da Vigilância Entomológica, Douglas Leite, que reforçaram o alerta à população e destacaram as medidas preventivas.

A secretária reforça que a participação da população é fundamental no enfrentamento às arboviroses. “A eliminação dos criadouros ainda é a principal forma de prevenção. Cada morador precisa fazer a sua parte, evitando qualquer acúmulo de água parada em casa ou no entorno. É triste encontrarmos tanta negligência em várias residências”, destacou.

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