Polícia mira grupo que furtava empresas de celulose em Brasilândia

Operação cumpriu mandados de prisão e busca, apreendeu 22 veículos avaliados em R$ 1,5 milhão e prendeu dez pessoas nessa quinta-feira (7)

Da Redação


A Polícia Civil de Brasilândia deflagrou, nessa quinta-feira (7), uma grande operação para combater uma organização criminosa especializada em furtos qualificados contra propriedades rurais, empresas do setor de celulose e terceirizadas da região. O grupo também é investigado pelos crimes de receptação e lavagem de dinheiro.

Operação mobilizou mais de 40 policiais e resultou na apreensão de veículos, armas, munições e insumos agrícolas furtados - Fotos: Polícia Civil

As investigações duraram aproximadamente um ano e apontaram a existência de um esquema estruturado, responsável por prejuízos expressivos. Somente em 2024, uma empresa do ramo de celulose teria registrado perdas superiores a R$ 1 milhão em razão das ações criminosas.

Segundo a polícia, os alvos eram principalmente implementos agrícolas, insumos, agrotóxicos, maquinários, ferramentas, combustíveis e outros produtos utilizados em atividades rurais e industriais.

O avanço das apurações ocorreu após a apreensão do celular de um dos investigados, no início de 2025. Com autorização judicial, os policiais acessaram dados telemáticos que ajudaram a identificar a estrutura e o modo de atuação da organização.

De acordo com a investigação, o grupo cooptava colaboradores das empresas vítimas, incluindo funcionários e motoristas responsáveis pelo transporte de trabalhadores. Eles repassavam informações privilegiadas, gravavam vídeos e enviavam localizações exatas dos produtos aos executores dos furtos. Depois, os bens eram revendidos a receptadores e, posteriormente, comercializados a produtores rurais e comerciantes da região.

Operação mobilizou mais de 40 policiais e resultou na apreensão de veículos, armas, munições e insumos agrícolas furtados - Fotos: Polícia Civil

A operação mobilizou mais de 40 policiais civis e militares e resultou no cumprimento de 10 mandados de prisão e 13 mandados de busca e apreensão domiciliar. Ao todo, dez pessoas foram presas. Duas delas foram autuadas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e receptação de insumos agrícolas furtados pertencentes a empresas do setor de celulose.

Um dos investigados foi preso em Andradina (SP) e é apontado como um dos líderes da organização criminosa. Durante a ação, também foram apreendidos veículos de luxo e motocicletas vinculadas aos investigados. Outro suspeito foi preso pela Polícia Militar em Pauliceia (SP).

A Polícia Civil informou ainda que um dos investigados, Márcio Alves de Menezes, permanece foragido.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos 22 veículos pertencentes aos investigados, avaliados em aproximadamente R$ 1,5 milhão. Muitos estavam registrados em nome de terceiros, o que, segundo a polícia, reforça os indícios de lavagem de dinheiro.

Também foram apreendidas duas armas de fogo, munições e diversos insumos agrícolas de origem ilícita. As investigações continuam para identificar outros integrantes e possíveis coautores ligados ao esquema.

A operação contou com apoio integrado de equipes da Polícia Civil de Brasilândia, Anaurilândia, Bataguassu, Delegacia de Atendimento à Mulher de Bataguassu, Santa Rita do Pardo, Garras, Deleagro, DERF, Polícia Civil de Andradina (SP), por meio da DIG e DISE, além da Polícia Militar de Brasilândia, Força Tática de Três Lagoas e Polícia Militar Rural.

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