Cidades & Região / Mato Grosso do Sul
Reinaldo defende mais investimentos federais em logística para MS
Pré-candidato ao Senado afirma que rodovias, ferrovias e hidrovias precisam acompanhar o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul
Da Redação
O ex-governador Reinaldo Azambuja, pré-candidato ao Senado, defendeu a ampliação dos investimentos federais em logística para Mato Grosso do Sul. Segundo ele, o Estado registrou forte crescimento nas últimas três décadas, com avanço da produção, chegada de novas indústrias e mais de R$ 80 bilhões em investimentos, mas a infraestrutura de transporte não acompanhou o mesmo ritmo.
Para Reinaldo, Mato Grosso do Sul precisa de obras estruturantes em rodovias, ferrovias e hidrovias para manter a competitividade e ampliar sua contribuição ao desenvolvimento nacional. Ele destacou que o Estado é produtor de grãos, fibras vegetais, proteínas animais e minérios, mas enfrenta desafios para escoar a produção.
Um dos pontos citados foi a hidrovia do Rio Paraguai. O ex-governador criticou os entraves para a dragagem de trechos do rio e afirmou que a medida seria voltada à retirada de sedimentos acumulados pelo assoreamento. Segundo ele, a paralisação da hidrovia aumenta o fluxo de caminhões de minério na BR-262, sobrecarregando a rodovia, danificando o pavimento e elevando o risco de acidentes.
Em entrevista à Rádio Independente de Aquidauana, Reinaldo também apontou a BR-262 como uma via estratégica para o Pantanal, Bonito, o turismo e a economia regional. Ele afirmou que o trecho entre Campo Grande, Aquidauana, Miranda e Corumbá mantém praticamente a mesma estrutura de 30 anos atrás, apesar do aumento no tráfego de carretas, turistas e moradores.
O ex-governador citou ainda a concessão da Rota da Celulose, que deve modernizar a malha rodoviária entre Campo Grande e a Costa Leste, mas alertou que outras regiões, especialmente o Pantanal, também precisam receber atenção.
Outra prioridade defendida por Reinaldo é a retomada da Ferrovia Noroeste do Brasil, que liga Mato Grosso do Sul a São Paulo. Para ele, privatizações sem fiscalização adequada contribuíram para o sucateamento da ferrovia, que agora demanda um projeto contínuo de investimentos e melhorias.
Reinaldo também mencionou a Rota Bioceânica como oportunidade estratégica para o Estado, mas avaliou que ainda há desafios para tornar o corredor plenamente operacional, principalmente na redução da burocracia aduaneira entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
“Tem trabalho pela frente e nós vamos encarar. Conhecemos de perto a realidade de Mato Grosso do Sul e sabemos quais são as melhores soluções para o Estado continuar crescendo”, afirmou.
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