Fiscalização apreende medicamentos vencidos em clínica de emagrecimento na Capital

Ação conjunta do Procon, Vigilância Sanitária, CRM, Decon e Perícia Científica resultou na apreensão de 1.294 unidades impróprias para consumo

Da Redação


Uma fiscalização conjunta realizada nessa quinta-feira (14) resultou na apreensão de 1.294 unidades de medicamentos vencidos e impróprios para consumo em uma clínica de emagrecimento localizada na área central de Campo Grande. Uma pessoa foi detida durante a ação.

A operação contou com equipes do Procon Mato Grosso do Sul, da Vigilância Sanitária de Campo Grande e do Conselho Regional de Medicina (CRM). Os órgãos foram acionados após denúncia de um laboratório farmacêutico, que apontou possível publicidade enganosa envolvendo a associação de um medicamento de sua patente a protocolos de emagrecimento oferecidos pela clínica, que utilizava tirzepatida manipulada.

Durante a inspeção, as equipes localizaram uma área de armazenamento de medicamentos nos fundos do estabelecimento. Diante da situação, foram acionadas a Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo) e a Perícia Científica.

No local, medicamentos vencidos e produtos ainda dentro do prazo de validade eram armazenados juntos. O espaço foi identificado por uma funcionária como depósito pessoal de um médico da unidade. Ela foi encaminhada à delegacia para prestar depoimento e, posteriormente, acabou detida.

Fiscalização apreendeu 1.294 unidades de medicamentos vencidos e impróprios para consumo em clínica de emagrecimento - Foto: Kleber Clajus/ProconMS

Entre as irregularidades apontadas pelo CRM estão a presença de medicamento antiarrítmico vencido, falta de insumos no carrinho de emergência da sala de aplicação, prescrição inadequada de terapia hormonal e uso de publicidade capaz de induzir pacientes ao erro ao indicar especialidades médicas que a equipe clínica não possui.

O Procon também constatou que o alvará de localização e funcionamento estava vencido. Além disso, identificou publicidade enganosa, uma vez que a clínica levaria o consumidor a acreditar que utilizaria um produto de marca industrializada, quando, na verdade, aplicava uma versão manipulada.

Outro ponto apontado pelo órgão foi a prática de venda casada. Segundo a fiscalização, médicos prescreviam produtos e encaminhavam os pacientes diretamente para produção em laboratório de manipulação, sem garantir ao consumidor a liberdade de adquirir os itens em farmácia de sua preferência.

Já a Vigilância Sanitária apreendeu os medicamentos vencidos e impróprios para consumo, incluindo soro fisiológico. Todo o material foi encaminhado ao depósito da instituição.

A clínica terá prazos diferentes para apresentar defesa aos órgãos envolvidos na fiscalização. No caso do Procon, o prazo concedido foi de 20 dias para o envio de posicionamento oficial sobre as irregularidades constatadas.

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